domingo, abril 25, 2004

:-)

Minha cabeça está em curto-circuito. É duro tentar entender o universo todo com apenas um punhado de neurônios. O engraçado é que há quem tenha horror disso, diz que é masoquismo. Pode ser. Mas é um masoquismo saudável, e, me acreditem, é até divertido.

Mas já fui melhor nisso. Não muito, que milagre não é meu departamento :-)


É isso, boa semana p/ vocês

sexta-feira, abril 16, 2004

Behind Blue Eyes

É, não é fácil :D


"No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes

No one knows what it's like
To be hated
To be fated
To telling only lies" [...]


Behind Blue Eyes - The Who

terça-feira, abril 13, 2004

El Justiciero :D

Escutem a música, na versão da banda onde toca o Rafael, um grande amigo meu. Pena que perdi o último show deles, que foi muito bom, como pude ver pelas fotos (ainda não tão no site).


Essa semana prometo dedicar uma atenção maior aqui, se a empolgação continuar ...
Estou naquelas de ter 300 idéias na cabeça, fervilhando, e nenhuma vira realidade, mas aí é outra história :-)


Boa semana :-)

sábado, abril 10, 2004

:D

Meio que abandonei isto aqui né... Mas são fases da vida. Quando sobra tempo, falta inspiração, e vice-versa.
Além do que, ninguém lê isto aqui mesmo, e com certa razão :-)

Mas é interessante esta história de blog. Por menos que eu poste, eu juro que quando iniciei isto aqui, imaginei que fosse postar ainda menos :P haha

É isso, boa páscoa, muitas espinhas p/ vocês *OPS!* Quero dizer, muito chocolate! :D

Fake ...

Fake hair colors, fake rat poison, fake looks
Fake talks, fake faces, fake ideology

Fake, fake, fake. You're so fake
That it even makes me wonder
What's real? What in god's name is real?

Is it too late?

Fake plastic trees, fake fishes, fake lies, fake true lies
Fake lipstick, fake makeup, fake girls
Fake senators, fake president, fuck the lousy president!

Fake forgiveness, forgive me, 'cos I'm so fake
I pretend to love you
I don't want to hate you
I'm so fake
I'm so real

Fake facts, fake war, fake reasons, fake documents
Fake freedom, fake press, fake elections

Forgive me for thinking
Forgive me for not being that blind
Forgive me for this fake song

sábado, março 20, 2004

"Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode impedi-los de construir ninhos em seu cabelo" -- Provérbio chinês

L'avventura

Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos?
Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa
Pro futuro
Corri pro esconderijo e olhei pela janela
O sol é um só mas que sabe são duas manhãs
Não precisa vir se não for pra ficar
Pelo menos uma noite e três semanas
Nada é fácil, nada é certo
Não façamos do amor algo desonesto
Quero ser prudente e sempre ser correto
Quero ser constante e sempre tentar ser sincero


E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar não conta mais estórias
Não brota o fruto e nem a flor
E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada pra lembrar


Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais
Não é desejo, nem é saudade

Sinceramente,
Nem é verdade :-)


E eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender (bis)

sexta-feira, março 19, 2004

Lembrei!

De repente, lembrei! Lembrei que tinha um blog. Está sendo uma semana agitada, não deu tempo mesmo de escrever aqui :-)
Ah, a salada de letras da semana passada foi com "Perfeição", Legião Urbana, e "O meu País", que não sei de quem é, conheci na voz do Zé Ramalho mas até onde sei não é dele.
P/ variar não tou com muito tempo, e nem novidades, então volto outra hora :D

quarta-feira, março 10, 2004

Enquanto os cães ladram, a caravana passa

<Modo Revoltado>
"Vamos celebrar a estupidez humana, A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões"

...

"Um país que crianças elimina / Que não houve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem Deus é quem domina / Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz / Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram-se o negro e a mulher

Pode ser o país de quem quiser,
Mas não é, com certeza, o meu País

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos / Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis;
Um país onde todos os homens confiáveis
Não têm vez, não têm voz nem diretriz
Mas corruptos têm vez e voz e bis / E o respaldo de estímulo incomum,

Pode ser o país de qualquer um,
Mas não é com certeza, o meu país

Um país que perdeu a identidade,
Sepultou o idioma português / E aprendeu a falar pornofonês
Aderindo a global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz / Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal

Pode ser o país do carnaval,
Mas não é, com certeza, o meu País

Um país que seus Índios discrimina
E a Ciência e as Artes não respeita,
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina / Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de Raio-X,
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol,

Pode ser o país do futebol,
Mas não é, com certeza, o meu País!

Um pais que é doente e não se cura,
Quer ficar sempre no terceiro mundo / Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir na noite escura;

Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis / Que dividem o Brasil em mil "brasis"
Pra melhor assaltar de ponta a ponta

Pode ser o país do faz de conta
Mas não é, com certeza, o meu País!

Um país que dizima sua flora
Ensejando o avanço do deserto, / Pois não salva o riacho descoberto
Que no leito precário se estertora;

Um país que cantou e hoje chora / Pelo bico do Último conoriz
Que florestas destrói pela raiz
E a grileiro de fora entrega o chão

Pode ser que ainda seja uma nação,
Mas não é, com certeza, o meu País!"

</Modo Revoltado>

...

"Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é perfeição"

segunda-feira, março 08, 2004

Sessão Nostalgia.

ingresso


Nos meus bons (?) tempos de adolescência, não consegui assistir a um show do guns 'n roses. Se bem que nessa época já nem era tão fanático. Eu ainda nem gostava de Pink Floyd. Epa! Mentira inocente. Enfim, nesse show desta banda aí eu fui. Não tava muito bom. Eles já estavam naquela fase decadente, bastaram alguns anos para que o vocalista entrasse naquela fase "Carreira-solo-Pop-star-Eu-me-acho-o-tal-e-penso-que-cato-mais-mulher-do-que-o-Alex".

Brincadeira quanto a comparação, eu sou homem de uma mulher só, ou, por enquanto, de mulher nenhuma, não tou correndo atrás, mas não recuso entrevistas, caso alguma queira o emprego. O salário é ruim e o trabalho é uma encrenca atrás da outra, mas todo mundo tem seu lado masoquista, vai saber né.

Deus, quanta bobagem. Ninguém merece ler isto aqui, minha falta de coisa melhor p/ escrever é mesmo uma constante :P

Pelo menos confirmei que o scanner tá funcionando, eu fico um bom tempo sem usar. Ele faz tempo que está com uma putaria de não funcionar da primeira vez que liga, tem que ter paciência, puxou ao dono.

Como diria a minha cara amiga Ludy, de quem aliás já faz um tempo que não tenho notícias, beijo na bunda e até segunda (não necessariamente até segunda, e de preferencia não na bunda, mas eu não ia perder a rima, certo?!).

"O velho e o novo"

Segunda-feira, semana nova.

Tudo novo, com cara do mesmo. Mudam-se os lugares, mudam-se as pessoas, mudam-se os afazeres, no entanto, o cheiro da vida continua o mesmo.

É importante ter referenciais, ainda que até estas mudem, só não percebemos. Nosso imediatismo, nossa simultânea pressa e lerdeza nos faz querer ver o mundo tal qual imaginamos que ele seja, ainda que saibamos que, em verdade, do mundo pouco sabemos, sequer sabemos quem somos. Por vezes, é mais fácil ainda dizer o que não gostamos, o que não queremos, mas que queremos nós, ao final das contas?

Tudo é passageiro. Exceto o motorista e o cobrador.

Ok, não teve graça.

Boa semana p/ vocês :-)


A tristeza nasce porque, quase sempre, os castelos que protegemos se revelam vazios. Quem não se engaja numa relação para preservar sua liberdade descobre, no fim, que preservou apenas sua solidão. (Contardo Calligaris)

Hoje vão ser duas frases do dia :-)


"Os seres humanos têm que ser altamente adaptáveis para sobreviver às condições não-naturais que insistem em criar para si mesmos".

quinta-feira, março 04, 2004

So, ... So you think you can tell

Amigos meus / Vinicius de Moraes

Ah, meus amigos, não vos deixeis morrer assim...
O ano que passou levou tantos de vós e agora os que restam se puseram mais tristes; deixam-se, por vezes, pensativos, os olhos perdidos em ontem, lembrando os ingratos, os ecos de sua passagem; lembrando que irão morrer também e cometer a mesma ingratidão.
Ide ver vossos clínicos, vossos analistas, vossos macumbeiros, e tomai sol, tomai vento, tomai tento, amigos meus! – porque a Velha andou solta este último Bissexto e daqui a quatro anos sobrevirá mais um no Tempo e alguns dentre vós – eu próprio, quem sabe? – de tanto pensar na Última Viagem já estarão preparando os biscoitos para ela.
Eu me havia prometido não entrar este ano em curso – quando se comemora o 19640 aniversário de um judeu que acreditava na Igualdade e na justiça – de humor macabro ou ânimo pessimista. Anda tão coriácea esta República, tão difícil a vida, tão caros os gêneros, tão barato o amor que – pombas! – não há de ser a mim que hão de chamar ave de agouro. Eu creio, malgrado tudo, na vida generosa que está por aí; creio no amor e na amizade; nas mulheres em geral e na minha em particular; nas árvores ao sol e no canto da juriti; no uísque legítimo e na eficácia da aspirina contra os resfriados comuns. Sou um crente – e por que não o ser? A fé desentope as artérias; a descrença é que dá câncer.
Pelo bem que me quereis, amigos meus, não vos deixeis morrer. Comprai vossas varas, vossos anzóis, vossos molinetes, e andai à Barra em vossos fuscas a pescar, a pescar, amigos meus! – que se for para engodar a isca da morte, eu vos perdoarei de estardes matando peixinhos que não vos fizeram mal algum. Muni-vos também de bons cajados e perlustrai montanhas, parando para observar os gordos besouros a sugar o mel das flores inocentes, que desmaiam de prazer e logo renascem mais vivas, relubrificadas pela seiva da terra. Parai diante dos Véus-de-Noiva que se despencam virginais, dos altos rios, e ride ao vos sentirdes borrifados pelas brancas águas iluminadas pelo sol da serra. Respirai fundo, três vezes o cheiro dos eucaliptos, a exsudar saúde, e depois ponde-vos a andar, para frente e para cima, até vos sentirdes levemente taquicárdicos. Tomai então uma ducha fria e almoçai boa comida roceira, bem calçada por pirão de milho. O milho era o sustentáculo das civilizações índias do Pacífico, e possuía status divino, não vos esqueçais! Não abuseis da carne de porco, nem dos ovos, nem das frituras, nem das massas. Mantende, se tiverdes mais de cinqüenta anos, uma dieta relativa durante a semana a fim de que vos possais esbaldar nos domingos com aveludadas e opulentas feijoadas e moquecas, rabadas, cozidos, peixadas à moda, vatapás e quantos. Fazei de seis em seis meses um check-up para ver como andam vossas artérias, vosso coração, vosso figado.
E amai, amigos meus! Amai em tempo integral, nunca sacrificando ao exercício de outros deveres, este, sagrado, do amor. Amai e bebei uísque. Não digo que bebais em quantidades federais, mas quatro, cinco uísques por dia nunca fizeram mal a ninguém. Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.
Mas sobretudo não morrais, amigos meus!

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