Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
-- Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
"Ande no peito escondida, Dentro n'alma sepultada; De mim só seja chorada, De ninguém seja sentida. Ou me mate ou me dê vida, Ou vida triste ou contente; Não na saiba toda a gente."
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sábado, maio 14, 2011
sábado, janeiro 08, 2011
O conto da pá de cal
Olho para o sepulcro em que te depositei
Me é indiferente se estivera vazio
Ou cheio dos sonhos que não são meus
Olho para a roupa com que te adornei
A última que vestiste
Diante de meus olhos já cansados
Olho para a terra que te aguarda
Antevejo os vermes que te devoram
Penso em tudo que não foste
Olho para o coveiro infeliz
Mas infeliz é tu, que morre em vida
E ninguém aqui te verte lágrimas
Olho para a pá ao lado
E no monte de cal, a preencho
Te cubro o sepulcro em alva mancha.
Olho para a saída,
Pego minha jaqueta, e sigo
Sem precisar olhar pra trás.
Me é indiferente se estivera vazio
Ou cheio dos sonhos que não são meus
Olho para a roupa com que te adornei
A última que vestiste
Diante de meus olhos já cansados
Olho para a terra que te aguarda
Antevejo os vermes que te devoram
Penso em tudo que não foste
Olho para o coveiro infeliz
Mas infeliz é tu, que morre em vida
E ninguém aqui te verte lágrimas
Olho para a pá ao lado
E no monte de cal, a preencho
Te cubro o sepulcro em alva mancha.
Olho para a saída,
Pego minha jaqueta, e sigo
Sem precisar olhar pra trás.
sexta-feira, abril 23, 2010
Seja Paciente
Quero lhe implorar
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.
-- Rainer Maria Rilke
Para que seja paciente
Com tudo o que não está resolvido em seu coração e tente amar.
As perguntas como quartos trancados e como livros escritos em língua estrangeira.
Não procure respostas que não podem ser dadas porque não seria capaz de vivê-las. E a questão é viver tudo. Viva as perguntas agora.
Talvez assim, gradualmente, você sem perceber, viverá a resposta num dia distante.
-- Rainer Maria Rilke
quarta-feira, abril 14, 2010
Falsas memórias
Andava eu a procurar
Dentre outras coisas, meu sapato
E, ali na esquina,
Entretido comigo e com o cachorro
Viajei em distantes memórias de criança
Copo verde plástico a segurar
E mamãe do meu bigode vermelho a rir
Quanto tempo já se foi
Desde a groselha que tomei.
-- Ñ veio rima hj, mas acho q serve :P
Dentre outras coisas, meu sapato
E, ali na esquina,
Entretido comigo e com o cachorro
Viajei em distantes memórias de criança
Copo verde plástico a segurar
E mamãe do meu bigode vermelho a rir
Quanto tempo já se foi
Desde a groselha que tomei.
-- Ñ veio rima hj, mas acho q serve :P
sexta-feira, dezembro 25, 2009
Gato, Sapato, Nada
Um gato andava por entre arbustos
Procurando, quem diria, mangustos
Mas deparou-se, intrépido, com algo além;
Algo simples, mas que ali não era augusto:
Um sapato, entre a relva, escondia-se.
De verniz preto, feminino, um dia fora belo.
O gato, atrevido, andou a bisbilhotar:
Com seus bigodes, o sapato decidiu-se a dominar.
Cheirou, então, a abertura;
Para sua surpresa, mangusto morto lhe lembrava;
Se falasse, o pobre gato, estaria a declamar:
- Oh meu nariz, que horror, não sinto mais nada!
Procurando, quem diria, mangustos
Mas deparou-se, intrépido, com algo além;
Algo simples, mas que ali não era augusto:
Um sapato, entre a relva, escondia-se.
De verniz preto, feminino, um dia fora belo.
O gato, atrevido, andou a bisbilhotar:
Com seus bigodes, o sapato decidiu-se a dominar.
Cheirou, então, a abertura;
Para sua surpresa, mangusto morto lhe lembrava;
Se falasse, o pobre gato, estaria a declamar:
- Oh meu nariz, que horror, não sinto mais nada!
quarta-feira, dezembro 16, 2009
Escrevendo a dor
Se a ponta do lápis / A dor houvesse de carregar
Um estojo multicolorido / eu iria te comprar
E de múltiplos tamanhos, e com odores e desenhos
Para que, minha querida, quando escrevesse teus anseios,
Tua mente esvaziasse e teu coração se aquietasse
Em cores e traços, em palavras e cheiros,
Se na ponta do lápis / A dor eu conseguisse sequestrar.
--
Esse poema de improviso foi um presentinho pra Robs. Como ela gostou achei por bem registrar. :-)
Um estojo multicolorido / eu iria te comprar
E de múltiplos tamanhos, e com odores e desenhos
Para que, minha querida, quando escrevesse teus anseios,
Tua mente esvaziasse e teu coração se aquietasse
Em cores e traços, em palavras e cheiros,
Se na ponta do lápis / A dor eu conseguisse sequestrar.
--
Esse poema de improviso foi um presentinho pra Robs. Como ela gostou achei por bem registrar. :-)
segunda-feira, agosto 17, 2009
Do ser que respira
Tivessemos tudo o que desejamos
E teríamos um lado do rosto em necrose e tristeza
A outra face sorriria em loucura e saudade;
Tivessemos feito tudo o que pudéramos
E hoje desejaríamos subir contra a correnteza do rio do tempo
Que não retorna jamais
Fossemos quem outrora sonhamos ser
E deixaríamos de ser quem somos hoje
Negligenciando a ajuda da vida e de amigos
E da morte e inimigos
E de tudo o que nos transpassa
Nos supera, nos ilumina, nos vence
Nos esmaga e nos reconstrói
Somos a fênix do mundo e o mundo da fênix
A verdade latente e a sombra da dúvida
Somos humanos, e, humanos sendo
Somos menos o que fizemos
E muito mais o que fazemos
Somos mais vida do que rima
Nem todo escrito é harmônico
O que importa, ao final, não é o quadro obscuro
Do que vemos quando olhamos para trás
Mas a imagem no espelho do hoje
E a visão que além deste se esconde
Do que seremos / em claro amanhã
Somos mais vida
Se com mais vida vivemos
E teríamos um lado do rosto em necrose e tristeza
A outra face sorriria em loucura e saudade;
Tivessemos feito tudo o que pudéramos
E hoje desejaríamos subir contra a correnteza do rio do tempo
Que não retorna jamais
Fossemos quem outrora sonhamos ser
E deixaríamos de ser quem somos hoje
Negligenciando a ajuda da vida e de amigos
E da morte e inimigos
E de tudo o que nos transpassa
Nos supera, nos ilumina, nos vence
Nos esmaga e nos reconstrói
Somos a fênix do mundo e o mundo da fênix
A verdade latente e a sombra da dúvida
Somos humanos, e, humanos sendo
Somos menos o que fizemos
E muito mais o que fazemos
Somos mais vida do que rima
Nem todo escrito é harmônico
O que importa, ao final, não é o quadro obscuro
Do que vemos quando olhamos para trás
Mas a imagem no espelho do hoje
E a visão que além deste se esconde
Do que seremos / em claro amanhã
Somos mais vida
Se com mais vida vivemos
Trago o teu coração comigo
Trago o teu coração comigo (guardo-o dentro
do meu coração)
Nunca o deixei noutro lugar (onde quer que vá, vais comigo, meu amor;
e o quer que seja feito apenas por mim, é por ti feito, minha querida);
Temerei jamais qualquer destino (pois és o meu destino, minha doçura)
Quererei jamais qualquer mundo (que a tua formosura é todo o meu mundo, minha verdade)
E és tu o que uma lua sempre possa ter significado
e o quer que tenha sempre um sol cantado, és tu
Aqui está o mais profundo segredo a todos velado
(aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
e as alturas das alturas de uma árvore chamada vida; que cresce
para além do que a alma pode esperar ou o pensamento esconder)
E é esta a maravilha que mantém as estrelas separadas;
Trago o teu coração (guardo-o dentro do meu coração)
(I Carry your heart with me, Adaptado da tradução por Manuel Anastácio, encontrada em http://literaturas.blogs.sapo.pt/tag/Traduções).
do meu coração)
Nunca o deixei noutro lugar (onde quer que vá, vais comigo, meu amor;
e o quer que seja feito apenas por mim, é por ti feito, minha querida);
Temerei jamais qualquer destino (pois és o meu destino, minha doçura)
Quererei jamais qualquer mundo (que a tua formosura é todo o meu mundo, minha verdade)
E és tu o que uma lua sempre possa ter significado
e o quer que tenha sempre um sol cantado, és tu
Aqui está o mais profundo segredo a todos velado
(aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
e as alturas das alturas de uma árvore chamada vida; que cresce
para além do que a alma pode esperar ou o pensamento esconder)
E é esta a maravilha que mantém as estrelas separadas;
Trago o teu coração (guardo-o dentro do meu coração)
(I Carry your heart with me, Adaptado da tradução por Manuel Anastácio, encontrada em http://literaturas.blogs.sapo.pt/tag/Traduções).
domingo, agosto 16, 2009
I carry your heart with me
I carry your heart with me; I carry it in my heart
I am never without it /
Anywhere i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling
I fear no fate
For you are my fate, my sweet
I want no world
For beautiful you are my world, my true
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
Here is the root of the root and the bud of the bud
And the sky of the sky of a tree called life;
Which grows higher than the soul can hope or mind can hide
And this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart
I carry it in my heart
(E. E. Cummings; Repontuei para facilitar a declamação)
I am never without it /
Anywhere i go you go, my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling
I fear no fate
For you are my fate, my sweet
I want no world
For beautiful you are my world, my true
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
Here is the deepest secret nobody knows
Here is the root of the root and the bud of the bud
And the sky of the sky of a tree called life;
Which grows higher than the soul can hope or mind can hide
And this is the wonder that's keeping the stars apart
I carry your heart
I carry it in my heart
(E. E. Cummings; Repontuei para facilitar a declamação)
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Música Ambiente [remembering]
Se um dia fores embora
Lhe amarei bem mais do que esta hora
Me lembrarei de tudo o que eu não disse
E de quando havia tudo o que existe
Quando choramos abraçados
E caminhamos lado a lado
Por favor, amor, me acredite:
- Não há palavras para explicar o que eu sinto.
E mesmo que tenhamos planejado
Um caminho diferente,
Tenho mais do que eu preciso:
Estar contigo é o bastante...
Certas coisas de todo dia
Nos trazem a alegria
De caminhamos juntos,
Lado a lado, por amor
E quando eu for embora
Não, não chores por mim ...
:D -- Legião Urbana, Música Ambiente, do Álbum "A Tempestade".
Lhe amarei bem mais do que esta hora
Me lembrarei de tudo o que eu não disse
E de quando havia tudo o que existe
Quando choramos abraçados
E caminhamos lado a lado
Por favor, amor, me acredite:
- Não há palavras para explicar o que eu sinto.
E mesmo que tenhamos planejado
Um caminho diferente,
Tenho mais do que eu preciso:
Estar contigo é o bastante...
Certas coisas de todo dia
Nos trazem a alegria
De caminhamos juntos,
Lado a lado, por amor
E quando eu for embora
Não, não chores por mim ...
:D -- Legião Urbana, Música Ambiente, do Álbum "A Tempestade".
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
domingo, dezembro 23, 2007
Xmas bells
Some ask santa for toys
Girls wants dolls
Boys wants cars.
Some people likes xmas trees,
Other like Christmas bells,
While I, for myself, only want kristen bell :-)
(tolo, eu sei, mas não resisti).
Girls wants dolls
Boys wants cars.
Some people likes xmas trees,
Other like Christmas bells,
While I, for myself, only want kristen bell :-)
(tolo, eu sei, mas não resisti).
segunda-feira, julho 16, 2007
Homenagem Quase Anônima.
Clara Pedra,
Pedra Clara.
Não é todo dia que encontramos
A simpatia e a humildade
Disfarçada em meio ao brilho
Do estrelato e da vã fama.
Vã pois passageira,
Pois quando em reconhecimento
É nobre e bem vinda,
Como provaste com teus passos
De pequena grande estrela
Possa o céu te iluminar
E os passos à frente, abençoar;
E nesta longa estrada,
Teus passos pequeninos, te levar
Ao destino que sonhar.
Com tua voz libertas
As melodias sinceras
Do coração de moça forte
E nos faz também sonhar
Que dos frutos desta terra
Também nós outros possamos brilhar
Cada um em seu próprio espaço
Sem a ninguém vilipendiar
Clara Pedra,
Pedra Clara,
Possa em poucas palavras,
O teu caminho acarinhar.
Pedra Clara.
Não é todo dia que encontramos
A simpatia e a humildade
Disfarçada em meio ao brilho
Do estrelato e da vã fama.
Vã pois passageira,
Pois quando em reconhecimento
É nobre e bem vinda,
Como provaste com teus passos
De pequena grande estrela
Possa o céu te iluminar
E os passos à frente, abençoar;
E nesta longa estrada,
Teus passos pequeninos, te levar
Ao destino que sonhar.
Com tua voz libertas
As melodias sinceras
Do coração de moça forte
E nos faz também sonhar
Que dos frutos desta terra
Também nós outros possamos brilhar
Cada um em seu próprio espaço
Sem a ninguém vilipendiar
Clara Pedra,
Pedra Clara,
Possa em poucas palavras,
O teu caminho acarinhar.
segunda-feira, março 12, 2007
Think of Me
Think of me, think of me fondly When we've said goodbye; Remember me, once in a while Please promise me you'll try! When you find that once again you long To take your heart back and be free, If you ever find a moment Spare a thought for me We never said our love was evergreen Or as unchanging as the sea But if you can still remember Stop and think of me Think of all the things We've shared and seen Don't think about the way Things might have been! Think of me, think of me waking Silent and resigned; Imagine me trying too hard To put you from my mind Recall those days, Look back on all those times Think of the things we'll never do! There will never be a day When I won't think of you! Flowers fade, the fruits of summer fade They have their season so do we; But please promise me that sometimes You will think of me! | Pense em mim, pense em mim carinhosamente Quando dissemos Adeus; Lembre de mim, de vez em quando Prometa-me que tentará! Quando perceber que mais uma vez anseia Por retomar seu coração e ser livre, Se você puder encontrar um momento, Reserve um pensamento para mim. Jamais dissemos que nosso amor seria sempre juvenil Ou constante como o mar, Mas se você ainda se lembra, Pare e pense em mim! Pense em tudo Que compartilhamos e vimos Não pense sobre o modo Como as coisas poderiam ter sido! Pense em mim, pense em mim acordando Em silêncio e conformado; Imagine-me tentando demais Tirar-te da minha mente... Rememore aqueles dias, Olhe para trás em todos aqueles instantes Pense nas coisas que jamais faremos! Jamais haverá um dia Em que eu não pense em você! As flores murcham, os frutos do verão se caem Eles tem sua estação, e nós também; Mas por favor prometa que, as vezes, Você pensará em mim! |
-- from "The Phantom of the Opera"
quinta-feira, setembro 28, 2006
Eu que vos amo
Eu, que vos amo...
E o faço assim, de sobremodo irrestrito;
Com apreço infinito.
Eu, que vos amo
De todo modo incondicional,
De amor mesmo colossal,
Eu que o sei e que o sou.
Eu que vos amo, tal qual vós sois,
Não vos peço que compreendam,
Não vos peço que m'aceitem.
Amo-vos até o modo aquele
Pelo qual entrais em variadas confusões,
E a baderna que fazeis,
Na reviravolta que criais,
Delas tentando libertar-vos.
Amo-vos no modo como amais a vida,
Ainda não na compreendendo,
Mas amam-lha 'inda assim,
Igual a como amo eu a vós.
Amo-vos cada qual tal qual sois,
Uns que sorriem nas batalhas,
Outros que choram 'té nas alegrias;
Cada um de vós é um universo.
Amo-vos com o melhor de mim,
E que é o melhor de mim,
De toda a criação,
Senão vós mesmos?
Amai comigo,
Que de primeiro me faço último,
De evidente, me faço oculto,
Para que vivais com liberdade,
Adqurindo, dia a dia,
O conceito de responsabilidade.
Não vos sintais a sós,
Desamparados ou vilipendiados.
O que tens é o que construís,
Ontém como hoje,
Com o poder de vossas mãos.
Apenas vos posso dar o sol,
Apenas vos dou a lua,
Além da terra e tudo nela,
E por amor, grande amor,
Eu. dou a vida.
E cá assino apenas,
Com alegria e singeleza,
Apenas assim, nas palavras:
Eu, eu que vos amo...
E o faço assim, de sobremodo irrestrito;
Com apreço infinito.
Eu, que vos amo
De todo modo incondicional,
De amor mesmo colossal,
Eu que o sei e que o sou.
Eu que vos amo, tal qual vós sois,
Não vos peço que compreendam,
Não vos peço que m'aceitem.
Amo-vos até o modo aquele
Pelo qual entrais em variadas confusões,
E a baderna que fazeis,
Na reviravolta que criais,
Delas tentando libertar-vos.
Amo-vos no modo como amais a vida,
Ainda não na compreendendo,
Mas amam-lha 'inda assim,
Igual a como amo eu a vós.
Amo-vos cada qual tal qual sois,
Uns que sorriem nas batalhas,
Outros que choram 'té nas alegrias;
Cada um de vós é um universo.
Amo-vos com o melhor de mim,
E que é o melhor de mim,
De toda a criação,
Senão vós mesmos?
Amai comigo,
Que de primeiro me faço último,
De evidente, me faço oculto,
Para que vivais com liberdade,
Adqurindo, dia a dia,
O conceito de responsabilidade.
Não vos sintais a sós,
Desamparados ou vilipendiados.
O que tens é o que construís,
Ontém como hoje,
Com o poder de vossas mãos.
Apenas vos posso dar o sol,
Apenas vos dou a lua,
Além da terra e tudo nela,
E por amor, grande amor,
Eu. dou a vida.
E cá assino apenas,
Com alegria e singeleza,
Apenas assim, nas palavras:
Eu, eu que vos amo...
quarta-feira, agosto 16, 2006
Anjos da Paz
Ó luminosas formas alvadias
Que desceis dos espaços constelados
Para lenir a dor dos desgraçados
Que sofrem nas terrenas gemonias!
Vindes de ignotas luzes erradias,
De lindos firmamentos estrelados,
Céus distantes que vemos, dominados
De esperanças, anseios e alegrias.
Anjos da Paz, radiosas formas claras,
Doces visões de etéricos carraras
De que o espaço fúlgido se estrela!...
Clarificai as noites mais escuras
Que pesam sobre a terra de amarguras,
Com a alvorada da Paz, ditosa e bela...
(Cruz e Souza)
Que desceis dos espaços constelados
Para lenir a dor dos desgraçados
Que sofrem nas terrenas gemonias!
Vindes de ignotas luzes erradias,
De lindos firmamentos estrelados,
Céus distantes que vemos, dominados
De esperanças, anseios e alegrias.
Anjos da Paz, radiosas formas claras,
Doces visões de etéricos carraras
De que o espaço fúlgido se estrela!...
Clarificai as noites mais escuras
Que pesam sobre a terra de amarguras,
Com a alvorada da Paz, ditosa e bela...
(Cruz e Souza)
quinta-feira, agosto 10, 2006
Vozes de uma Sombra
Donde venho? De era remotíssimas
Das substâncias elementaríssimas
Emergindo das cósmicas matérias.
Venho dos invisíveis protozoários,
Da confusão dos seres embrionários,
Das células primevas, das bactérias.
Venho da fonte eterna das origens,
No turbilhão de todas as vertigens,
Em mil transmutações, fundas e enormes;
Do silêncio da mônada invisível,
Do tetro e fundo abismo, negro e horrível,
Vitalizando corpos multiformes.
Sei que evolvi e sei que sou oriundo
Do trabalho telúrico do mundo,
Da Terra no vultoso e imenso abdômen;
Sofri, desde as intensas torpitudes
Das larvas microscópicas e rudes,
A infinita desgraça de ser homem.
Na Terra, apenas fui terrível presa,
Simbiose da dor e da tristeza,
Durante penosíssimos minutos;
A dor, essa tirânica incendiária,
Abatia-me a vida solitária
Como se eu fora bruto entre os mais brutos.
Depois, voltei desse laboratório,
Onde me revolvi como infusório,
Como animálculo medonho, obscuro,
Té atingir a evolução dos seres
Conscientes de todos os deveres,
Descortinando as luzes do futuro.
E vejo os meus incógnitos problemas
Iguais a horrendos e fatais dilemas,
Enigmas insolúveis e profundos;
Sombra egressa de lousa dura e fria,
Grita ao mundo o meu grito que se alia
A todos os anseios gemebundos: ?
?Homem! por mais que gastes teus fosfatos
Não saberás, analisando os fatos,
Inda que desintegres energias,
A razão do completo e do incompleto,
Como é que em homem se transforma o feto
Entre os duzentos e setenta dias.
A flor da laranjeira, a asa do inseto,
Um estafermo e um Tales de Mileto,
Como existiram, não perceberás;
E nem compreenderás como se opera
A mutação do inverno em primavera,
E a transubstanciação da guerra em paz;
Como vivem o novo e obsoleto,
O ângulo obtuso e o ângulo reto
Dentro das linhas da Geometria;
A luz de Miguel Ângelo nas artes,
E o espírito profundo de Descartes
No eterno estudo da Filosofia.
Porque existem as crianças e os macróbios
Nas coletividades dos micróbios
Que fazem a vida enferma e a vida sã
Os antigos remédios alopatas
E as modernas dosagens homeopáticas
Produto da experiência de Hahnemann.
A psíquico-análise freudiana
Tentando aprofundar a alma humana
Com a mais requintadíssima vaidade,
E as teorias do Espiritualismo
Enchendo os homens todos de otimismo,
Mostrando as luzes da imortalidade.
Como vive o canário junto ao corvo
O céu iluminado, o iverno torvo
Nos absconsos refolhos da consciência;
O laconismo e a prolixidade
A atividade e a inatividade,
A noite da ignorância e o sol da Ciência.
As epidermes e as aponevroses,
As grandes atonias e as nevroses,
As atrações e as grandes repulsões,
Que reunindo os átomos no solo
Tecem a evolução de pólo e pólo,
Em prodigiosas manifestações;
Como os degenerados blastodermas
Criam a descendência dos palermas
No lupanar das pobres meretrizes,
Junto dos palacetes higiênicos
Onde entre gozos fúlgidos e edênicos
Cresce a alegre progênie dos felizes.
Os lombricóides mínimos, os vermes,
Em contraposição com os paquidermes,
Assombrosas antíteses no mundo;
É o gigante e germe originário,
Os milhões de corpúsculos do ovário,
Onde há somente um óvulo fecundo.
A alma pura do Cristo e a de Tibério,
Vaso de carne podre, o cemitério,
E o jardim rescendendo a perfumes;
O doloroso e tetro cataclismo
Da beleza louçã do organismo,
Repleto de dejetos e de estrumes.
As coisas sustanciais e as coisas ocas,
As idéias conexas e as loucas,
A teoria cristã e Augusto Comte;
E o desconhecido e o devassado,
E o que é ilimitado e o limitado
Na óptica ilusória do horizonte.
Os terrenos povoados e o deserto,
Aquilo que está longe e o que está perto;
O que não tem sinal e o que tem marca;
A funda simpatia e a antipatia,
As atrofias e a hipertrofia,
Como as tuberculoses e a anasarca.
Os fenômenos todos geológicos,
Psíquicos, científicos, sociológicos,
Que inspiram pavor e inspiram medo;
Homem! por mais que a idéia tua gastes,
Na solução de todos os contrastes,
Não saberás o cósmico segredo.
E apesar da teoria abstrusa
Dessa ciência inicial, confusa,
A que se acolhem míseros ateus,
Caminharás lutando além da cova,
Para a Vida que eterna se renova,
Buscando as perfeições do Amor em Deus.
(Augusto dos Anjos)
Das substâncias elementaríssimas
Emergindo das cósmicas matérias.
Venho dos invisíveis protozoários,
Da confusão dos seres embrionários,
Das células primevas, das bactérias.
Venho da fonte eterna das origens,
No turbilhão de todas as vertigens,
Em mil transmutações, fundas e enormes;
Do silêncio da mônada invisível,
Do tetro e fundo abismo, negro e horrível,
Vitalizando corpos multiformes.
Sei que evolvi e sei que sou oriundo
Do trabalho telúrico do mundo,
Da Terra no vultoso e imenso abdômen;
Sofri, desde as intensas torpitudes
Das larvas microscópicas e rudes,
A infinita desgraça de ser homem.
Na Terra, apenas fui terrível presa,
Simbiose da dor e da tristeza,
Durante penosíssimos minutos;
A dor, essa tirânica incendiária,
Abatia-me a vida solitária
Como se eu fora bruto entre os mais brutos.
Depois, voltei desse laboratório,
Onde me revolvi como infusório,
Como animálculo medonho, obscuro,
Té atingir a evolução dos seres
Conscientes de todos os deveres,
Descortinando as luzes do futuro.
E vejo os meus incógnitos problemas
Iguais a horrendos e fatais dilemas,
Enigmas insolúveis e profundos;
Sombra egressa de lousa dura e fria,
Grita ao mundo o meu grito que se alia
A todos os anseios gemebundos: ?
?Homem! por mais que gastes teus fosfatos
Não saberás, analisando os fatos,
Inda que desintegres energias,
A razão do completo e do incompleto,
Como é que em homem se transforma o feto
Entre os duzentos e setenta dias.
A flor da laranjeira, a asa do inseto,
Um estafermo e um Tales de Mileto,
Como existiram, não perceberás;
E nem compreenderás como se opera
A mutação do inverno em primavera,
E a transubstanciação da guerra em paz;
Como vivem o novo e obsoleto,
O ângulo obtuso e o ângulo reto
Dentro das linhas da Geometria;
A luz de Miguel Ângelo nas artes,
E o espírito profundo de Descartes
No eterno estudo da Filosofia.
Porque existem as crianças e os macróbios
Nas coletividades dos micróbios
Que fazem a vida enferma e a vida sã
Os antigos remédios alopatas
E as modernas dosagens homeopáticas
Produto da experiência de Hahnemann.
A psíquico-análise freudiana
Tentando aprofundar a alma humana
Com a mais requintadíssima vaidade,
E as teorias do Espiritualismo
Enchendo os homens todos de otimismo,
Mostrando as luzes da imortalidade.
Como vive o canário junto ao corvo
O céu iluminado, o iverno torvo
Nos absconsos refolhos da consciência;
O laconismo e a prolixidade
A atividade e a inatividade,
A noite da ignorância e o sol da Ciência.
As epidermes e as aponevroses,
As grandes atonias e as nevroses,
As atrações e as grandes repulsões,
Que reunindo os átomos no solo
Tecem a evolução de pólo e pólo,
Em prodigiosas manifestações;
Como os degenerados blastodermas
Criam a descendência dos palermas
No lupanar das pobres meretrizes,
Junto dos palacetes higiênicos
Onde entre gozos fúlgidos e edênicos
Cresce a alegre progênie dos felizes.
Os lombricóides mínimos, os vermes,
Em contraposição com os paquidermes,
Assombrosas antíteses no mundo;
É o gigante e germe originário,
Os milhões de corpúsculos do ovário,
Onde há somente um óvulo fecundo.
A alma pura do Cristo e a de Tibério,
Vaso de carne podre, o cemitério,
E o jardim rescendendo a perfumes;
O doloroso e tetro cataclismo
Da beleza louçã do organismo,
Repleto de dejetos e de estrumes.
As coisas sustanciais e as coisas ocas,
As idéias conexas e as loucas,
A teoria cristã e Augusto Comte;
E o desconhecido e o devassado,
E o que é ilimitado e o limitado
Na óptica ilusória do horizonte.
Os terrenos povoados e o deserto,
Aquilo que está longe e o que está perto;
O que não tem sinal e o que tem marca;
A funda simpatia e a antipatia,
As atrofias e a hipertrofia,
Como as tuberculoses e a anasarca.
Os fenômenos todos geológicos,
Psíquicos, científicos, sociológicos,
Que inspiram pavor e inspiram medo;
Homem! por mais que a idéia tua gastes,
Na solução de todos os contrastes,
Não saberás o cósmico segredo.
E apesar da teoria abstrusa
Dessa ciência inicial, confusa,
A que se acolhem míseros ateus,
Caminharás lutando além da cova,
Para a Vida que eterna se renova,
Buscando as perfeições do Amor em Deus.
(Augusto dos Anjos)
sábado, abril 08, 2006
Do amigo
Não sou a inocência ou a culpa
Nem água da lagoa ou da chuva;
Não sou a verdade ou a mentira.
Não sou teu destino ou a fé
Nem o vento ou a brisa;
Não sou o que se vai,
Nem o que fica.
Sou teu amigo de toda hora
Que está em teu coração,
Quando ri, e quando chora;
Quando vem, ou quando vai...
Quando contempla a chuva ou a brisa,
Quando pensa no destino;
Quando lembra que tem fé
Ou quando de tudo isto esquece.
Nada sou, nada fui
Mas quando teus olhos sorriem
Como fosse eu,
E eu o sou,
Este que te escreve:
- Teu amigo de toda hora;
Que está quando não pode estar,
Que o tempo não carrega e a distância não apaga;
Quando o vento leva a chuva, que toca a lagoa
- Ou quando ri e quando chora;
Sou teu amigo de toda hora,
Sou sem verdade e sem mentira,
Em teu futuro e em teu passado;
Ou quando ri,
E quando chora.
Nem água da lagoa ou da chuva;
Não sou a verdade ou a mentira.
Não sou teu destino ou a fé
Nem o vento ou a brisa;
Não sou o que se vai,
Nem o que fica.
Sou teu amigo de toda hora
Que está em teu coração,
Quando ri, e quando chora;
Quando vem, ou quando vai...
Quando contempla a chuva ou a brisa,
Quando pensa no destino;
Quando lembra que tem fé
Ou quando de tudo isto esquece.
Nada sou, nada fui
Mas quando teus olhos sorriem
Como fosse eu,
E eu o sou,
Este que te escreve:
- Teu amigo de toda hora;
Que está quando não pode estar,
Que o tempo não carrega e a distância não apaga;
Quando o vento leva a chuva, que toca a lagoa
- Ou quando ri e quando chora;
Sou teu amigo de toda hora,
Sou sem verdade e sem mentira,
Em teu futuro e em teu passado;
Ou quando ri,
E quando chora.
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Só você
Os dias passam
As vezes tranquilos e as vezes tornados
Furacões que arrasam
Mas os dias sempre passam
E talvez você olhe para trás e se pergunte
Se ainda penso em você tanto quanto antes
Se afinal, afinal não estou por perto
Estou assim longe, sem no entanto, nunca deixar de estar
A teu lado
Os dias passam meu bem,
E sinto como se já fizesse tanto tempo
E já não escrevo tanto
Destas canções que não rimam
Aqueles poemas tolos que fiz pra você
Mas a verdade, meu bem
É que gosto de você ainda mais,
Do mesmo jeito
E não sei o que fazer
Senão te dizer,
E esperar que me entenda
É você, só você, é você
Que me faz assim, tão eu mesmo
Será que entenderia mesmo
Se eu disser
Que é você,
Só você
Que fazer?
Os dias passam
E é você
Só você
Que fazer?
Será que me faço entender
Quando digo:
- É você!
As vezes tranquilos e as vezes tornados
Furacões que arrasam
Mas os dias sempre passam
E talvez você olhe para trás e se pergunte
Se ainda penso em você tanto quanto antes
Se afinal, afinal não estou por perto
Estou assim longe, sem no entanto, nunca deixar de estar
A teu lado
Os dias passam meu bem,
E sinto como se já fizesse tanto tempo
E já não escrevo tanto
Destas canções que não rimam
Aqueles poemas tolos que fiz pra você
Mas a verdade, meu bem
É que gosto de você ainda mais,
Do mesmo jeito
E não sei o que fazer
Senão te dizer,
E esperar que me entenda
É você, só você, é você
Que me faz assim, tão eu mesmo
Será que entenderia mesmo
Se eu disser
Que é você,
Só você
Que fazer?
Os dias passam
E é você
Só você
Que fazer?
Será que me faço entender
Quando digo:
- É você!
sábado, outubro 15, 2005
There you'll be (Faith Hill)
When I think back on these times and the dreams we left behind
I'll be glad cause I was blessed to get to have you in my life
When I look back on these days I'll look and see your face
Quando eu repensar estes tempos e os sonhos que deixamos para trás
Ficarei grato por que fui abençoado por ter você em minha vida
Quando eu recordar destes dias, eu olharei e verei seu rosto
You were right there for me
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
And everywhere I am there you'll be
Você estava ali para mim
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Well you showed me how it feels to feel the sky within my reach
And I always will remember all the strength you gave to me
Your love made me make it through ooh I owe so much to you
Você me mostrou qual é a sensação de sentir o céu ao meu alcance
E eu sempre lembrarei de toda a força que você me deu
Seu amor me fez suportar tudo, eu devo tanto a você
You were right there for me
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
Você estava ali para mim
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Cause I always saw in you my light my strength
And I want to thank you now for all the ways
You were right there for me
(you were right there for me)
You were right there for me
Oohh
Pois eu sempre vi em você minha luz, minha força
E quero te agradecer agora, por todos os modos com que ...
Você esteve ali para mim
(Você esteve ali para mim)
Você esteve ali para mim
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
And everywhere I am there you'll be
There you'll be
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Lá estará você...
I'll be glad cause I was blessed to get to have you in my life
When I look back on these days I'll look and see your face
Quando eu repensar estes tempos e os sonhos que deixamos para trás
Ficarei grato por que fui abençoado por ter você em minha vida
Quando eu recordar destes dias, eu olharei e verei seu rosto
You were right there for me
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
And everywhere I am there you'll be
Você estava ali para mim
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Well you showed me how it feels to feel the sky within my reach
And I always will remember all the strength you gave to me
Your love made me make it through ooh I owe so much to you
Você me mostrou qual é a sensação de sentir o céu ao meu alcance
E eu sempre lembrarei de toda a força que você me deu
Seu amor me fez suportar tudo, eu devo tanto a você
You were right there for me
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
Você estava ali para mim
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Cause I always saw in you my light my strength
And I want to thank you now for all the ways
You were right there for me
(you were right there for me)
You were right there for me
Oohh
Pois eu sempre vi em você minha luz, minha força
E quero te agradecer agora, por todos os modos com que ...
Você esteve ali para mim
(Você esteve ali para mim)
Você esteve ali para mim
In my dreams I'll always see you soar above the sky
In my heart there'll always be a place for you for all my life
I'll keep a part of you with me
And everywhere I am there you'll be
And everywhere I am there you'll be
There you'll be
Nos meus sonhos sempre verei você flutuar acima dos céus
No meu coração sempre haverá um lugar para você por toda minha vida
Eu levarei uma parte de você comigo
E onde quer que eu esteja, lá estará você
E onde quer que eu esteja, lá estará você
Lá estará você...
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