"Ande no peito escondida, Dentro n'alma sepultada; De mim só seja chorada, De ninguém seja sentida. Ou me mate ou me dê vida, Ou vida triste ou contente; Não na saiba toda a gente."
domingo, fevereiro 25, 2007
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Enganos
O que mais sofremos no mundo - Não é a dificuldade.
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
(A primeira vez que li esta mensagem, havia informação sobre a autoria, mas não achei mais. Assim que descobrir, eu posto aqui.)
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber, na solução de qualquer problema, o pior problema é a carga de aflição que criamos, desenvolvemos e sustentamos contra nós.
(A primeira vez que li esta mensagem, havia informação sobre a autoria, mas não achei mais. Assim que descobrir, eu posto aqui.)
domingo, dezembro 17, 2006
segunda-feira, dezembro 11, 2006
"E não tenho pena de ninguém"
Quando sofres, não tenho pena de ti.
Como lhe tenho afeto, gostaria, é verdade, que não tivesses de enfrentar dificuldades extremas, que nos chegam a todos, eventualmente.
Ocorre que confio em tua capacidade de as superar, e resta-me a certeza de que delas acabas tirando proveito, algum aprendizado que, se não te impulsionas à frente, ao menos te impedes de tombar, mais a frente, ante dificuldade de igual grau; É o prêmio da experiência.
Não posso impedir meu coração de compartilhar de tuas dores, quando este chega a saber da dificuldade de tuas provas, porém, 'inda assim, não sinto pena.
Sei que sairás mais forte da experiência, como aliás, tens saído, quase sempre, quando não te desesperas nem te revoltas.
Não lhe tenho pena, é verdade.
Lhe tenho afeto, lhe tenho amor.
Como lhe tenho afeto, gostaria, é verdade, que não tivesses de enfrentar dificuldades extremas, que nos chegam a todos, eventualmente.
Ocorre que confio em tua capacidade de as superar, e resta-me a certeza de que delas acabas tirando proveito, algum aprendizado que, se não te impulsionas à frente, ao menos te impedes de tombar, mais a frente, ante dificuldade de igual grau; É o prêmio da experiência.
Não posso impedir meu coração de compartilhar de tuas dores, quando este chega a saber da dificuldade de tuas provas, porém, 'inda assim, não sinto pena.
Sei que sairás mais forte da experiência, como aliás, tens saído, quase sempre, quando não te desesperas nem te revoltas.
Não lhe tenho pena, é verdade.
Lhe tenho afeto, lhe tenho amor.
terça-feira, dezembro 05, 2006
Clip Japa
Me mandaram este vídeo um tempão atrás, e hoje me mostraram ele no youtube, resolvi postar aqui, pra quem não viu ainda... é meio triste mas é interessante.
terça-feira, novembro 28, 2006
São Paulo
Se eu não gostasse de São Paulo por nenhuma outra razão, eu teria mudado de idéia na primeira vez que li um certo blog, que faz parte da versão online da folha de SP.
Mas atenção, a partir das 10 da manhã até a hora do almoço não recomendo a visita, a menos que você não seja esfomeado como eu sou.
Eu gostaria que Curitiba tivesse tantas opções culinárias, mas mesmo que não as tenha, em quantidade, estou certo que ao menos em parte, as têm em qualidade. Neste caso eu aceito dicas :)
Mas atenção, a partir das 10 da manhã até a hora do almoço não recomendo a visita, a menos que você não seja esfomeado como eu sou.
Eu gostaria que Curitiba tivesse tantas opções culinárias, mas mesmo que não as tenha, em quantidade, estou certo que ao menos em parte, as têm em qualidade. Neste caso eu aceito dicas :)
domingo, novembro 26, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
Eu que vos amo
Eu, que vos amo...
E o faço assim, de sobremodo irrestrito;
Com apreço infinito.
Eu, que vos amo
De todo modo incondicional,
De amor mesmo colossal,
Eu que o sei e que o sou.
Eu que vos amo, tal qual vós sois,
Não vos peço que compreendam,
Não vos peço que m'aceitem.
Amo-vos até o modo aquele
Pelo qual entrais em variadas confusões,
E a baderna que fazeis,
Na reviravolta que criais,
Delas tentando libertar-vos.
Amo-vos no modo como amais a vida,
Ainda não na compreendendo,
Mas amam-lha 'inda assim,
Igual a como amo eu a vós.
Amo-vos cada qual tal qual sois,
Uns que sorriem nas batalhas,
Outros que choram 'té nas alegrias;
Cada um de vós é um universo.
Amo-vos com o melhor de mim,
E que é o melhor de mim,
De toda a criação,
Senão vós mesmos?
Amai comigo,
Que de primeiro me faço último,
De evidente, me faço oculto,
Para que vivais com liberdade,
Adqurindo, dia a dia,
O conceito de responsabilidade.
Não vos sintais a sós,
Desamparados ou vilipendiados.
O que tens é o que construís,
Ontém como hoje,
Com o poder de vossas mãos.
Apenas vos posso dar o sol,
Apenas vos dou a lua,
Além da terra e tudo nela,
E por amor, grande amor,
Eu. dou a vida.
E cá assino apenas,
Com alegria e singeleza,
Apenas assim, nas palavras:
Eu, eu que vos amo...
E o faço assim, de sobremodo irrestrito;
Com apreço infinito.
Eu, que vos amo
De todo modo incondicional,
De amor mesmo colossal,
Eu que o sei e que o sou.
Eu que vos amo, tal qual vós sois,
Não vos peço que compreendam,
Não vos peço que m'aceitem.
Amo-vos até o modo aquele
Pelo qual entrais em variadas confusões,
E a baderna que fazeis,
Na reviravolta que criais,
Delas tentando libertar-vos.
Amo-vos no modo como amais a vida,
Ainda não na compreendendo,
Mas amam-lha 'inda assim,
Igual a como amo eu a vós.
Amo-vos cada qual tal qual sois,
Uns que sorriem nas batalhas,
Outros que choram 'té nas alegrias;
Cada um de vós é um universo.
Amo-vos com o melhor de mim,
E que é o melhor de mim,
De toda a criação,
Senão vós mesmos?
Amai comigo,
Que de primeiro me faço último,
De evidente, me faço oculto,
Para que vivais com liberdade,
Adqurindo, dia a dia,
O conceito de responsabilidade.
Não vos sintais a sós,
Desamparados ou vilipendiados.
O que tens é o que construís,
Ontém como hoje,
Com o poder de vossas mãos.
Apenas vos posso dar o sol,
Apenas vos dou a lua,
Além da terra e tudo nela,
E por amor, grande amor,
Eu. dou a vida.
E cá assino apenas,
Com alegria e singeleza,
Apenas assim, nas palavras:
Eu, eu que vos amo...
quarta-feira, agosto 16, 2006
Anjos da Paz
Ó luminosas formas alvadias
Que desceis dos espaços constelados
Para lenir a dor dos desgraçados
Que sofrem nas terrenas gemonias!
Vindes de ignotas luzes erradias,
De lindos firmamentos estrelados,
Céus distantes que vemos, dominados
De esperanças, anseios e alegrias.
Anjos da Paz, radiosas formas claras,
Doces visões de etéricos carraras
De que o espaço fúlgido se estrela!...
Clarificai as noites mais escuras
Que pesam sobre a terra de amarguras,
Com a alvorada da Paz, ditosa e bela...
(Cruz e Souza)
Que desceis dos espaços constelados
Para lenir a dor dos desgraçados
Que sofrem nas terrenas gemonias!
Vindes de ignotas luzes erradias,
De lindos firmamentos estrelados,
Céus distantes que vemos, dominados
De esperanças, anseios e alegrias.
Anjos da Paz, radiosas formas claras,
Doces visões de etéricos carraras
De que o espaço fúlgido se estrela!...
Clarificai as noites mais escuras
Que pesam sobre a terra de amarguras,
Com a alvorada da Paz, ditosa e bela...
(Cruz e Souza)
segunda-feira, agosto 14, 2006
Antes Tarde ...
Nem sempre temos a chance de agradecer, pois nem sempre o tempo que nos é concedido é suficiente para tal, ou não o é a nossa eficácia em tomar proveito deste.
Por via das dúvidas, é melhor, talvez, escrever prematura e incompletamente, do que não chegar a escrevê-lo de fato, até porquê uma oportunidade não exclui as demais.
E o que tenho a agradecer é tudo o que me foi dado pelas pessoas que cruzaram meu caminho, nas mais diversas épocas e condições, algumas tendo sido apenas um breve relâmpago, por vezes de luz e alegria, outras que prosseguem sendo como fiéis amizades que a vida me honra em permitir ter como parte do tesouro do coração, aquele que os ladrões não roubam e as traças não corroem.
Minha gratidão afigura-se imensa neste particular momento. Foram e são raros os momentos em minha vida nos quais pude dar-me conta da realidade simples e magnífica, do quanto representa o que bem que fizeram e fazem por mim, bem como da minha total inabilidade em retribuir o privilégio na mesma escala, ou mesmo ainda em uma proporção qualquer que fosse ao menos significante por comparação.
A todos vocês, que doam de si sempre o melhor, que fazem o que está ao seu alcance, não medindo esforços para ajudar este que por ventura lhe é caro, deixo aqui meu obrigado, e meu pedido de desculpas, pois não raro tenho estado longe, muito longe, de ao menos tentar ser como vocês.
Se algum dia me deste o que de mais caro havia em teu coração, e retribuí tão somente com meu egoísmo, perdoa-me: Eu não sabia o que fazia.
E não menos importante, ainda não sei; E é mesmo improvável que venha a sabê-lo em futuro próximo, a despeito da consciência que momentâneamente me aclareou, enquanto escrevo tais palavras.
Por via das dúvidas, é melhor, talvez, escrever prematura e incompletamente, do que não chegar a escrevê-lo de fato, até porquê uma oportunidade não exclui as demais.
E o que tenho a agradecer é tudo o que me foi dado pelas pessoas que cruzaram meu caminho, nas mais diversas épocas e condições, algumas tendo sido apenas um breve relâmpago, por vezes de luz e alegria, outras que prosseguem sendo como fiéis amizades que a vida me honra em permitir ter como parte do tesouro do coração, aquele que os ladrões não roubam e as traças não corroem.
Minha gratidão afigura-se imensa neste particular momento. Foram e são raros os momentos em minha vida nos quais pude dar-me conta da realidade simples e magnífica, do quanto representa o que bem que fizeram e fazem por mim, bem como da minha total inabilidade em retribuir o privilégio na mesma escala, ou mesmo ainda em uma proporção qualquer que fosse ao menos significante por comparação.
A todos vocês, que doam de si sempre o melhor, que fazem o que está ao seu alcance, não medindo esforços para ajudar este que por ventura lhe é caro, deixo aqui meu obrigado, e meu pedido de desculpas, pois não raro tenho estado longe, muito longe, de ao menos tentar ser como vocês.
Se algum dia me deste o que de mais caro havia em teu coração, e retribuí tão somente com meu egoísmo, perdoa-me: Eu não sabia o que fazia.
E não menos importante, ainda não sei; E é mesmo improvável que venha a sabê-lo em futuro próximo, a despeito da consciência que momentâneamente me aclareou, enquanto escrevo tais palavras.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Vozes de uma Sombra
Donde venho? De era remotíssimas
Das substâncias elementaríssimas
Emergindo das cósmicas matérias.
Venho dos invisíveis protozoários,
Da confusão dos seres embrionários,
Das células primevas, das bactérias.
Venho da fonte eterna das origens,
No turbilhão de todas as vertigens,
Em mil transmutações, fundas e enormes;
Do silêncio da mônada invisível,
Do tetro e fundo abismo, negro e horrível,
Vitalizando corpos multiformes.
Sei que evolvi e sei que sou oriundo
Do trabalho telúrico do mundo,
Da Terra no vultoso e imenso abdômen;
Sofri, desde as intensas torpitudes
Das larvas microscópicas e rudes,
A infinita desgraça de ser homem.
Na Terra, apenas fui terrível presa,
Simbiose da dor e da tristeza,
Durante penosíssimos minutos;
A dor, essa tirânica incendiária,
Abatia-me a vida solitária
Como se eu fora bruto entre os mais brutos.
Depois, voltei desse laboratório,
Onde me revolvi como infusório,
Como animálculo medonho, obscuro,
Té atingir a evolução dos seres
Conscientes de todos os deveres,
Descortinando as luzes do futuro.
E vejo os meus incógnitos problemas
Iguais a horrendos e fatais dilemas,
Enigmas insolúveis e profundos;
Sombra egressa de lousa dura e fria,
Grita ao mundo o meu grito que se alia
A todos os anseios gemebundos: ?
?Homem! por mais que gastes teus fosfatos
Não saberás, analisando os fatos,
Inda que desintegres energias,
A razão do completo e do incompleto,
Como é que em homem se transforma o feto
Entre os duzentos e setenta dias.
A flor da laranjeira, a asa do inseto,
Um estafermo e um Tales de Mileto,
Como existiram, não perceberás;
E nem compreenderás como se opera
A mutação do inverno em primavera,
E a transubstanciação da guerra em paz;
Como vivem o novo e obsoleto,
O ângulo obtuso e o ângulo reto
Dentro das linhas da Geometria;
A luz de Miguel Ângelo nas artes,
E o espírito profundo de Descartes
No eterno estudo da Filosofia.
Porque existem as crianças e os macróbios
Nas coletividades dos micróbios
Que fazem a vida enferma e a vida sã
Os antigos remédios alopatas
E as modernas dosagens homeopáticas
Produto da experiência de Hahnemann.
A psíquico-análise freudiana
Tentando aprofundar a alma humana
Com a mais requintadíssima vaidade,
E as teorias do Espiritualismo
Enchendo os homens todos de otimismo,
Mostrando as luzes da imortalidade.
Como vive o canário junto ao corvo
O céu iluminado, o iverno torvo
Nos absconsos refolhos da consciência;
O laconismo e a prolixidade
A atividade e a inatividade,
A noite da ignorância e o sol da Ciência.
As epidermes e as aponevroses,
As grandes atonias e as nevroses,
As atrações e as grandes repulsões,
Que reunindo os átomos no solo
Tecem a evolução de pólo e pólo,
Em prodigiosas manifestações;
Como os degenerados blastodermas
Criam a descendência dos palermas
No lupanar das pobres meretrizes,
Junto dos palacetes higiênicos
Onde entre gozos fúlgidos e edênicos
Cresce a alegre progênie dos felizes.
Os lombricóides mínimos, os vermes,
Em contraposição com os paquidermes,
Assombrosas antíteses no mundo;
É o gigante e germe originário,
Os milhões de corpúsculos do ovário,
Onde há somente um óvulo fecundo.
A alma pura do Cristo e a de Tibério,
Vaso de carne podre, o cemitério,
E o jardim rescendendo a perfumes;
O doloroso e tetro cataclismo
Da beleza louçã do organismo,
Repleto de dejetos e de estrumes.
As coisas sustanciais e as coisas ocas,
As idéias conexas e as loucas,
A teoria cristã e Augusto Comte;
E o desconhecido e o devassado,
E o que é ilimitado e o limitado
Na óptica ilusória do horizonte.
Os terrenos povoados e o deserto,
Aquilo que está longe e o que está perto;
O que não tem sinal e o que tem marca;
A funda simpatia e a antipatia,
As atrofias e a hipertrofia,
Como as tuberculoses e a anasarca.
Os fenômenos todos geológicos,
Psíquicos, científicos, sociológicos,
Que inspiram pavor e inspiram medo;
Homem! por mais que a idéia tua gastes,
Na solução de todos os contrastes,
Não saberás o cósmico segredo.
E apesar da teoria abstrusa
Dessa ciência inicial, confusa,
A que se acolhem míseros ateus,
Caminharás lutando além da cova,
Para a Vida que eterna se renova,
Buscando as perfeições do Amor em Deus.
(Augusto dos Anjos)
Das substâncias elementaríssimas
Emergindo das cósmicas matérias.
Venho dos invisíveis protozoários,
Da confusão dos seres embrionários,
Das células primevas, das bactérias.
Venho da fonte eterna das origens,
No turbilhão de todas as vertigens,
Em mil transmutações, fundas e enormes;
Do silêncio da mônada invisível,
Do tetro e fundo abismo, negro e horrível,
Vitalizando corpos multiformes.
Sei que evolvi e sei que sou oriundo
Do trabalho telúrico do mundo,
Da Terra no vultoso e imenso abdômen;
Sofri, desde as intensas torpitudes
Das larvas microscópicas e rudes,
A infinita desgraça de ser homem.
Na Terra, apenas fui terrível presa,
Simbiose da dor e da tristeza,
Durante penosíssimos minutos;
A dor, essa tirânica incendiária,
Abatia-me a vida solitária
Como se eu fora bruto entre os mais brutos.
Depois, voltei desse laboratório,
Onde me revolvi como infusório,
Como animálculo medonho, obscuro,
Té atingir a evolução dos seres
Conscientes de todos os deveres,
Descortinando as luzes do futuro.
E vejo os meus incógnitos problemas
Iguais a horrendos e fatais dilemas,
Enigmas insolúveis e profundos;
Sombra egressa de lousa dura e fria,
Grita ao mundo o meu grito que se alia
A todos os anseios gemebundos: ?
?Homem! por mais que gastes teus fosfatos
Não saberás, analisando os fatos,
Inda que desintegres energias,
A razão do completo e do incompleto,
Como é que em homem se transforma o feto
Entre os duzentos e setenta dias.
A flor da laranjeira, a asa do inseto,
Um estafermo e um Tales de Mileto,
Como existiram, não perceberás;
E nem compreenderás como se opera
A mutação do inverno em primavera,
E a transubstanciação da guerra em paz;
Como vivem o novo e obsoleto,
O ângulo obtuso e o ângulo reto
Dentro das linhas da Geometria;
A luz de Miguel Ângelo nas artes,
E o espírito profundo de Descartes
No eterno estudo da Filosofia.
Porque existem as crianças e os macróbios
Nas coletividades dos micróbios
Que fazem a vida enferma e a vida sã
Os antigos remédios alopatas
E as modernas dosagens homeopáticas
Produto da experiência de Hahnemann.
A psíquico-análise freudiana
Tentando aprofundar a alma humana
Com a mais requintadíssima vaidade,
E as teorias do Espiritualismo
Enchendo os homens todos de otimismo,
Mostrando as luzes da imortalidade.
Como vive o canário junto ao corvo
O céu iluminado, o iverno torvo
Nos absconsos refolhos da consciência;
O laconismo e a prolixidade
A atividade e a inatividade,
A noite da ignorância e o sol da Ciência.
As epidermes e as aponevroses,
As grandes atonias e as nevroses,
As atrações e as grandes repulsões,
Que reunindo os átomos no solo
Tecem a evolução de pólo e pólo,
Em prodigiosas manifestações;
Como os degenerados blastodermas
Criam a descendência dos palermas
No lupanar das pobres meretrizes,
Junto dos palacetes higiênicos
Onde entre gozos fúlgidos e edênicos
Cresce a alegre progênie dos felizes.
Os lombricóides mínimos, os vermes,
Em contraposição com os paquidermes,
Assombrosas antíteses no mundo;
É o gigante e germe originário,
Os milhões de corpúsculos do ovário,
Onde há somente um óvulo fecundo.
A alma pura do Cristo e a de Tibério,
Vaso de carne podre, o cemitério,
E o jardim rescendendo a perfumes;
O doloroso e tetro cataclismo
Da beleza louçã do organismo,
Repleto de dejetos e de estrumes.
As coisas sustanciais e as coisas ocas,
As idéias conexas e as loucas,
A teoria cristã e Augusto Comte;
E o desconhecido e o devassado,
E o que é ilimitado e o limitado
Na óptica ilusória do horizonte.
Os terrenos povoados e o deserto,
Aquilo que está longe e o que está perto;
O que não tem sinal e o que tem marca;
A funda simpatia e a antipatia,
As atrofias e a hipertrofia,
Como as tuberculoses e a anasarca.
Os fenômenos todos geológicos,
Psíquicos, científicos, sociológicos,
Que inspiram pavor e inspiram medo;
Homem! por mais que a idéia tua gastes,
Na solução de todos os contrastes,
Não saberás o cósmico segredo.
E apesar da teoria abstrusa
Dessa ciência inicial, confusa,
A que se acolhem míseros ateus,
Caminharás lutando além da cova,
Para a Vida que eterna se renova,
Buscando as perfeições do Amor em Deus.
(Augusto dos Anjos)
sexta-feira, agosto 04, 2006
sábado, julho 01, 2006
You and me
You and me were not meant to be;
Oh, you don't know how I feel about you, you don't know.
And this doesn't matter;
Because you and me,
We are not meant to be.
But if we were, you and me, meant to be;
Then I could sing this song for free.
You and me
We are not meant to be.
May they care for you,
May they look after you.
May they treat you right,
May they take care of you.
As I would've.
But I can't follow this road,
I can't stay beside your shadow,
May I follow without you;
Because you and me,
We were not meant to be.
Oh, you don't know how I feel about you, you don't know.
And this doesn't matter;
Because you and me,
We are not meant to be.
But if we were, you and me, meant to be;
Then I could sing this song for free.
You and me
We are not meant to be.
May they care for you,
May they look after you.
May they treat you right,
May they take care of you.
As I would've.
But I can't follow this road,
I can't stay beside your shadow,
May I follow without you;
Because you and me,
We were not meant to be.
quinta-feira, junho 22, 2006
Lei
Lei, forse sara' la prima che,
Io non potro' dimenticar,
La mia fortuna o il prezzo che, dovro' pagar,
Lei, la canzone nata qui,
Che ha gia' cantato chissa' chi,
L'aria d'estate che ora c'e'
Nel primo autunno su di me...
Lei, la schiavitu' la liberta',
Il dubbio la serenita'
Preludio a giorni luminosi oppure bui,
Lei, sara' lo specchio dove io,
Riflettero' progetti e idee
Il fine ultimo che avro', da ora in poi.
INCISO:
Lei, cosi' importante cosi' unica,
Dopo la lunga solitudine,
Intransigente e imprevedibile,
Lei, forse l'amore troppo atteso che,
Dall'ombra del passato torna a me,
Per starmi accanto fino a che vivro'
Lei, a cui io non rinuncerei,
Sopravvivendo accanto a lei,
Ad anni, combattuti ed avversita'
Lei, sorrisi e lacrime da cui,
Prendono forma i sogni miei,
Ovunque vada arriverei,
A passo a passo accanto a lei.
Lei, lei, lei.
(Charles Aznavour - Versão italiana de "She")
Io non potro' dimenticar,
La mia fortuna o il prezzo che, dovro' pagar,
Lei, la canzone nata qui,
Che ha gia' cantato chissa' chi,
L'aria d'estate che ora c'e'
Nel primo autunno su di me...
Lei, la schiavitu' la liberta',
Il dubbio la serenita'
Preludio a giorni luminosi oppure bui,
Lei, sara' lo specchio dove io,
Riflettero' progetti e idee
Il fine ultimo che avro', da ora in poi.
INCISO:
Lei, cosi' importante cosi' unica,
Dopo la lunga solitudine,
Intransigente e imprevedibile,
Lei, forse l'amore troppo atteso che,
Dall'ombra del passato torna a me,
Per starmi accanto fino a che vivro'
Lei, a cui io non rinuncerei,
Sopravvivendo accanto a lei,
Ad anni, combattuti ed avversita'
Lei, sorrisi e lacrime da cui,
Prendono forma i sogni miei,
Ovunque vada arriverei,
A passo a passo accanto a lei.
Lei, lei, lei.
(Charles Aznavour - Versão italiana de "She")
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