Meu amigo, meu espanto, meu convívio,
Quem pudera dizer-te estas grandezas,
Que eu não falo do mar, e o céu é nada
Se nos olhos me cabe.
A terra basta onde o caminho pára,
Na figura do corpo está a escala do mundo.
Olho cansado as mãos, o meu trabalho,
E sei, se tanto um homem sabe,
As veredas mais fundas da palavra
E do espaço maior que, por trás dela,
São as terras da alma.
E também sei da luz e da memória,
Das correntes do sangue o desafio
Por cima da fronteira e da diferença.
E a ardência das pedras, a dura combustão
Dos corpos percutidos como sílex,
E as grutas do pavor, onde as sombras
De peixes irreais entram as portas
Da última razão, que se esconde
Sob a névoa confusa do discurso.
E depois o silêncio, e a gravidade
Das estátuas jazentes, repousando,
Não mortas, não geladas, devolvidas
À vida inesperada, descoberta,
E depois, verticais, as labaredas
Ateadas nas frontes como espadas,
E os corpos levantados, as mãos presas,
E o instante dos olhos que se fundem
Na lágrima comum. Assim o caos
Devagar se ordenou entre as estrelas.
Eram estas as grandezas que dizia
Ou diria o meu espanto, se dizê-las
Já não fosse este canto.
(José Saramago)
"Ande no peito escondida, Dentro n'alma sepultada; De mim só seja chorada, De ninguém seja sentida. Ou me mate ou me dê vida, Ou vida triste ou contente; Não na saiba toda a gente."
segunda-feira, outubro 04, 2004
Retrato do Poeta Quando Jovem
Há na memória um rio onde navegam
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.
Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.
Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.
Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.
(José Saramago)
Os barcos da infância, em arcadas
De ramos inquietos que despregam
Sobre as águas as folhas recurvadas.
Há um bater de remos compassado
No silêncio da lisa madrugada,
Ondas brancas se afastam para o lado
Com o rumor da seda amarrotada.
Há um nascer do sol no sítio exacto,
À hora que mais conta duma vida,
Um acordar dos olhos e do tacto,
Um ansiar de sede inextinguida.
Há um retrato de água e de quebranto
Que do fundo rompeu desta memória,
E tudo quanto é rio abre no canto
Que conta do retrato a velha história.
(José Saramago)
Teia de aranha
Estava eu sossegado no carro ouvindo uma rádio brega quando de repente começa a tocar uma música que faziam uns 10 anos que eu não ouvia. É uma raridade, duvido que alguém lembre. A letra é desgraçada mas a música é legal, para a época...
Well I've been thinking of the way you used to talk to me
And now it seems we never talk at all
So kiss me like you would kiss me if it were the last time
Hold me now, hold me like you did hold me when it was the first time
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
Well I can see you talking softly on the phone again
And more and more you need to be alone
It seems I make you angry just by being near
And even when we're together now we still feel lonely
So kiss me like you would kiss me if it were the last time
Hold me now, hold me like you did hold me when it was the first time
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
(Information Society - Slipping away)
Well I've been thinking of the way you used to talk to me
And now it seems we never talk at all
So kiss me like you would kiss me if it were the last time
Hold me now, hold me like you did hold me when it was the first time
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
Well I can see you talking softly on the phone again
And more and more you need to be alone
It seems I make you angry just by being near
And even when we're together now we still feel lonely
So kiss me like you would kiss me if it were the last time
Hold me now, hold me like you did hold me when it was the first time
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
'Cause I can feel you slipping away
And I can't think of anything to say
That will turn you around and make you stay
I can feel you slipping away
Slipping away
(Information Society - Slipping away)
domingo, outubro 03, 2004
The mirror
- Como você está?
- Melhor agora, obrigado. Tem sido difícil, por causa do silêncio, mas a sua sugestão tem ajudado.
- Qual delas?
- Aquela, do segredo do universo.
- Ah.. Entendo. Ela é eficaz. Mas também é a coisa mais difícil de se fazer, verdadeiramente, não?
- Sem dúvida... Nos livros, nos filmes, parece tudo tão fácil. Mas na vida real é outra coisa.
- Os livros os filmes nem sempre mostram o que te falei. Mostram uma interpretação muito pequena do objetivo que te propus atingir.
- Eu entendo, mas eu ainda estou muito longe deste objetivo...
- Não se atormente com isto. O objetivo não é para ser entendido de forma absoluta, por que realizá-lo depende de condições que homens muito melhores que você ainda não detém. Tenta fazer o que estiver ao seu alcance, aliás, é nisto que se constitui o segredo de como fazer, já que para este objetivo, o resultado está no esforço e na determinação mais do que no que venha a acontecer, em si.
- Como sabe tanto destas coisas?
- Não te envaideças. Sabe muito bem que sei menos do que precisas aprender.
- Sim, sei, mas ...
- Lembra-te: ensinas melhor aquilo que melhor precisa aprender. O sábio se preocupa em aprender, o ignorante não pensa duas vezes antes de ensinar.
- Vou tentar me lembrar disto. Mas me conte, e aquilo que me atormenta?
- Falas da angústia?
- Sim.
- Por que perguntas, se sabe a resposta?
- Sei?
- Não estava a me dizer que está feliz em praticar o que te ensinei?
- Ah, mas ... a resposta é a mesma? Não entendo.
- Pensa. A angústia vem de ...
- De não saber...
- De não saber o que?
- O que acontece... de ficar imaginando, sem poder saber.
- Tenta encaixar a resposta que te dei a esta problemática, verá que ela serve perfeitamente.
- Mas ... será que ...
- Tenta... sofres por egoísmo. Não estava a cantar que "toda a dor vem do desejo de não sentir dor"?
- Não diga isto, é difícil de aceitar.
- Pensa...
- Pensarei nisto... não posso por enquanto.
- Pode e irá, que te conheço bem.
- Certo... até logo.
- Até, mas sabe que estou aqui.
- Certo. Fui.
- Melhor agora, obrigado. Tem sido difícil, por causa do silêncio, mas a sua sugestão tem ajudado.
- Qual delas?
- Aquela, do segredo do universo.
- Ah.. Entendo. Ela é eficaz. Mas também é a coisa mais difícil de se fazer, verdadeiramente, não?
- Sem dúvida... Nos livros, nos filmes, parece tudo tão fácil. Mas na vida real é outra coisa.
- Os livros os filmes nem sempre mostram o que te falei. Mostram uma interpretação muito pequena do objetivo que te propus atingir.
- Eu entendo, mas eu ainda estou muito longe deste objetivo...
- Não se atormente com isto. O objetivo não é para ser entendido de forma absoluta, por que realizá-lo depende de condições que homens muito melhores que você ainda não detém. Tenta fazer o que estiver ao seu alcance, aliás, é nisto que se constitui o segredo de como fazer, já que para este objetivo, o resultado está no esforço e na determinação mais do que no que venha a acontecer, em si.
- Como sabe tanto destas coisas?
- Não te envaideças. Sabe muito bem que sei menos do que precisas aprender.
- Sim, sei, mas ...
- Lembra-te: ensinas melhor aquilo que melhor precisa aprender. O sábio se preocupa em aprender, o ignorante não pensa duas vezes antes de ensinar.
- Vou tentar me lembrar disto. Mas me conte, e aquilo que me atormenta?
- Falas da angústia?
- Sim.
- Por que perguntas, se sabe a resposta?
- Sei?
- Não estava a me dizer que está feliz em praticar o que te ensinei?
- Ah, mas ... a resposta é a mesma? Não entendo.
- Pensa. A angústia vem de ...
- De não saber...
- De não saber o que?
- O que acontece... de ficar imaginando, sem poder saber.
- Tenta encaixar a resposta que te dei a esta problemática, verá que ela serve perfeitamente.
- Mas ... será que ...
- Tenta... sofres por egoísmo. Não estava a cantar que "toda a dor vem do desejo de não sentir dor"?
- Não diga isto, é difícil de aceitar.
- Pensa...
- Pensarei nisto... não posso por enquanto.
- Pode e irá, que te conheço bem.
- Certo... até logo.
- Até, mas sabe que estou aqui.
- Certo. Fui.
Relatório
Relatório de prestação de contas número 9.046, 03/10/2004.
Caro Deus,
Este fim de semana aproveitei para descansar. No sábado praticamente só dormi. Não estava com ânimo para nada muito além disto. Mas sabe disto melhor que eu.
O domingo foi produtivo. Digo foi, no passado, por que acho difícil que algo relevante venha a acontecer ainda pelas próximas horas. Ando sem muitas esperanças. Sei que me guarda surpresas para estas horas, mas últimamente tem me posto a prova legal, não? Vou fingir que compreendo as suas razões, assim como desculpa as minhas, toscas e egoístas. Na verdade, eu nem poderia me comparar, visto que piso na bola toda hora. Mas vou fazer meu melhor, certo?
Dirigi bastante. Fui a dois parques. Num deles não desci por que não achei onde estacionar o carro. Haviam muitas pessoas. No outro eu desci e andei de uma ponta a outra, aquela subida da volta foi um exercício e tanto, acho que realmente preciso voltar a forma física dos meus 18 anos, que esta concepção "azeitona no palito" não está muito prática. Sem falar que ando com dor nas costas, e como bem sabes, eu não comi o tatu. Desculpe a blasfemia, é que lembrei da música dos mamonas.
Lembro daquela vez, já há alguns anos, em que conversamos. Tenho andado distante de ti, não? É que não o compreendo, bem o sabes. Mas sei que me compreendes, e no fundo, já é alguma coisa. Não tenho ousado dirigir meus pensamentos diretamente a você tanto quanto gostaria. Me sinto indigno. Por que eu desperdiço as oportunidades que me dá, e por que quero que tudo sempre seja do meu jeito, na hora que eu quero, como se eu fosse a criança que sei que sou.
Mas já conversamos sobre isto, não? Algo como se eu fosse primeiro esperar ser digno para depois agir, esperaria sentado, quando, na verdade, devo prosseguir sempre, e este processo é que vai, aos poucos, me tornando digno. Quando cair, bater a poeira, olhar para a frente, e seguir. Não ficar lamuriando. Lembrar daquilo que estes tempos disse a alguém muito especial que necessitava ouvir, mas que pelo visto não tenho usado comigo mesmo: após toda tempestade, sempre vem a calmaria, e dia de sol. A tempestade é necessária para quebrar a acomodação. Mas não adianta se desesperar.
Preciso te agradecer por tudo o que houve desde que aqui estou. Tem sido uma aventura e tanto, apesar das dificuldades e dos problemas que causei, e ainda causo. Certa vez pedi que me tirasse das trevas, e hoje a luz quase me cega, embora as vezes eu veja as coisas quase claramente. As vezes sou apressado e não dou tempo do meus olhos acostumarem com as coisas.
A pressa que toma conta dos nossos dias aqui. Espero que me ajude a encontrar um remédio p/ isto. Voltar, pelo menos por alguns dias, a viver sem olhar para o relógio, sem preocupar-me com o que tenho que fazer amanhã pela manhã, ou ainda mesmo que tenha todas estas preocupações, mas que eu possa esquecer disto por um pouco e viver, sem ter que recorrer a artificios.
Quanto as novas responsabilidades que terei daqui para a frente, tenho oscilado, bem o sabe, entre dois extremos. Entre uma alegria absoluta e um temor quase paralisante. A alegria tem se sobressaido, mas como não recordo de ter sido uma pessoa com disposição anteriormente, eu meio que desconfio dela. Será que ela é o resultado de tudo o que passei? Será que é momentanea? Não parece ser momentanea, por que o masoquista aqui vive tentando matá-la, na tentativa de provar que é momentanea, e não consegue. No máximo consegue aborrecer-se, para no outro dia, acordar bem disposto, ainda que com a cabeça confusa.
Preciso ampliar mais o foco, muitas coisas requerem minha atenção. É fascinante ver que consigo ir muito além do que imaginava, mas estou precisando de mais forças. Conto que me ajude a encontrá-las, como tem sempre feito.
Mantém acesa no meu coração a chama do amor verdadeiro e simples, de modo que eu não volte, nem por segundos, ao isolamento pernicioso da noite escura do egoísmo. Aos poucos, saio da caverna de platão e vou rumo ao mundo exterior, mas ainda há muito por fazer.
Seja presente, hoje e sempre.
Obrigado,
Do filho rebelde e inútil,
Alexandre
Caro Deus,
Este fim de semana aproveitei para descansar. No sábado praticamente só dormi. Não estava com ânimo para nada muito além disto. Mas sabe disto melhor que eu.
O domingo foi produtivo. Digo foi, no passado, por que acho difícil que algo relevante venha a acontecer ainda pelas próximas horas. Ando sem muitas esperanças. Sei que me guarda surpresas para estas horas, mas últimamente tem me posto a prova legal, não? Vou fingir que compreendo as suas razões, assim como desculpa as minhas, toscas e egoístas. Na verdade, eu nem poderia me comparar, visto que piso na bola toda hora. Mas vou fazer meu melhor, certo?
Dirigi bastante. Fui a dois parques. Num deles não desci por que não achei onde estacionar o carro. Haviam muitas pessoas. No outro eu desci e andei de uma ponta a outra, aquela subida da volta foi um exercício e tanto, acho que realmente preciso voltar a forma física dos meus 18 anos, que esta concepção "azeitona no palito" não está muito prática. Sem falar que ando com dor nas costas, e como bem sabes, eu não comi o tatu. Desculpe a blasfemia, é que lembrei da música dos mamonas.
Lembro daquela vez, já há alguns anos, em que conversamos. Tenho andado distante de ti, não? É que não o compreendo, bem o sabes. Mas sei que me compreendes, e no fundo, já é alguma coisa. Não tenho ousado dirigir meus pensamentos diretamente a você tanto quanto gostaria. Me sinto indigno. Por que eu desperdiço as oportunidades que me dá, e por que quero que tudo sempre seja do meu jeito, na hora que eu quero, como se eu fosse a criança que sei que sou.
Mas já conversamos sobre isto, não? Algo como se eu fosse primeiro esperar ser digno para depois agir, esperaria sentado, quando, na verdade, devo prosseguir sempre, e este processo é que vai, aos poucos, me tornando digno. Quando cair, bater a poeira, olhar para a frente, e seguir. Não ficar lamuriando. Lembrar daquilo que estes tempos disse a alguém muito especial que necessitava ouvir, mas que pelo visto não tenho usado comigo mesmo: após toda tempestade, sempre vem a calmaria, e dia de sol. A tempestade é necessária para quebrar a acomodação. Mas não adianta se desesperar.
Preciso te agradecer por tudo o que houve desde que aqui estou. Tem sido uma aventura e tanto, apesar das dificuldades e dos problemas que causei, e ainda causo. Certa vez pedi que me tirasse das trevas, e hoje a luz quase me cega, embora as vezes eu veja as coisas quase claramente. As vezes sou apressado e não dou tempo do meus olhos acostumarem com as coisas.
A pressa que toma conta dos nossos dias aqui. Espero que me ajude a encontrar um remédio p/ isto. Voltar, pelo menos por alguns dias, a viver sem olhar para o relógio, sem preocupar-me com o que tenho que fazer amanhã pela manhã, ou ainda mesmo que tenha todas estas preocupações, mas que eu possa esquecer disto por um pouco e viver, sem ter que recorrer a artificios.
Quanto as novas responsabilidades que terei daqui para a frente, tenho oscilado, bem o sabe, entre dois extremos. Entre uma alegria absoluta e um temor quase paralisante. A alegria tem se sobressaido, mas como não recordo de ter sido uma pessoa com disposição anteriormente, eu meio que desconfio dela. Será que ela é o resultado de tudo o que passei? Será que é momentanea? Não parece ser momentanea, por que o masoquista aqui vive tentando matá-la, na tentativa de provar que é momentanea, e não consegue. No máximo consegue aborrecer-se, para no outro dia, acordar bem disposto, ainda que com a cabeça confusa.
Preciso ampliar mais o foco, muitas coisas requerem minha atenção. É fascinante ver que consigo ir muito além do que imaginava, mas estou precisando de mais forças. Conto que me ajude a encontrá-las, como tem sempre feito.
Mantém acesa no meu coração a chama do amor verdadeiro e simples, de modo que eu não volte, nem por segundos, ao isolamento pernicioso da noite escura do egoísmo. Aos poucos, saio da caverna de platão e vou rumo ao mundo exterior, mas ainda há muito por fazer.
Seja presente, hoje e sempre.
Obrigado,
Do filho rebelde e inútil,
Alexandre
sábado, outubro 02, 2004
:-)
Ontém fui a um show, de uma banda chamada urbanóides, que estavam fazendo cover de legião urbana, uma homenagem ao Renato Russo. Foi no Jóquei, e eu simplesmente odeio aquele lugar. A acústica de uma fossa é melhor que a de lá. Mas deu para se divertir, lembrar do tempo da banda "Boca Maldita" e seus shows no estação.
Fiquei com duas músicas na cabeça. Bom fim de semana pra vocês :-)
Giz
E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém
Aparecer ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És, parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Tudo bem, tudo bem...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Tudo bem, tudo bem...
Acho que estou gostando de alguém
Tudo bem, tudo bem...
Sete Cidades
Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz:
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui,
Meu espírito se perde, voa longe
Fiquei com duas músicas na cabeça. Bom fim de semana pra vocês :-)
Giz
E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém
Aparecer ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És, parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Tudo bem, tudo bem...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Tudo bem, tudo bem...
Acho que estou gostando de alguém
Tudo bem, tudo bem...
Sete Cidades
Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz:
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui,
Meu espírito se perde, voa longe
sexta-feira, outubro 01, 2004
Nem sei.
Existe somente uma idade para a gente ser feliz
somente uma época na vida de que cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldade e obstáculos
Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer
Fase dourada em que a gente
pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo novo, de novo e de novo,
e quantas vezes for preciso
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa...
(Recebi estes dois por e-mail em 1999. Estou me divertindo revirando backups hoje)
É melhor tentar e falhar,
Que preocupar-se e ver a vida passar...
É melhor tentar, ainda que em vão,
Que sentar-se fazendo nada até o final...
Eu prefiro na chuva caminhar,
Que em dias tristes em casa me esconder...
Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.
(Anônimo)
somente uma época na vida de que cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los
a despeito de todas as dificuldade e obstáculos
Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer
Fase dourada em que a gente
pode criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo novo, de novo e de novo,
e quantas vezes for preciso
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa...
(Recebi estes dois por e-mail em 1999. Estou me divertindo revirando backups hoje)
É melhor tentar e falhar,
Que preocupar-se e ver a vida passar...
É melhor tentar, ainda que em vão,
Que sentar-se fazendo nada até o final...
Eu prefiro na chuva caminhar,
Que em dias tristes em casa me esconder...
Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver.
(Anônimo)
Glimpse
Os falantes da língua inglesa tem uma palavra chamada "glimpse", que significa, principalmente, ter uma visão rápida e/ou fragmentária sobre alguma coisa. Como quando passamos rapidamente os olhos por alguma coisa e temos aquele estalo, aquela impressão de termos visto algo que nos é familiar ou que nos chama a atenção.
Acho que estou vivendo um "glimpse". Tendo a oportunidade de ver como minha vida pode vir a se tornar, ainda que esteja longe disto ainda.
Já noutras vezes acho que o "glimpse" passou e que estou na antiga realidade. Outras vezes ainda vejo claramente que não estou numa coisa nem em outra, mas numa fase nova da vida que se inicia e que tem tudo para dar certo, embora dificuldades com as quais nunca sonhei em lidar se mostrem vivas a cada dia.
O perfeccionista somado ao personalista, que quer que as coisas saiam sempre perfeitas e da forma como ele quer, pois do contrário, nem importa que acontecam, parece estar no passado.
As coisas não podem ser assim. Talvez nem devam. E saber disto, fazer o melhor possivel dentro das condições possíveis, é duro, porém necessário. Não há outra forma.
A realidade e os sonhos interagem mutuamente, uma influenciando na outra. Não podemos deixar uma delas vencer em detrimento da desistência da outra. Se a realidade vence, o sonho morre e morremos com ele. Se o sonhar vence, nunca se torna realidade possível, apenas imaginária, e daí até a desilusão, o passo é pequeno.
Tenho feito zilhões de perguntas para a minha consciência, quanto a como devo proceder com relação a tanta coisa. A resposta tem sido uma só. O segredo do universo tem três letras. Mas não vou contar aqui. Antes preciso provar que a resposta faz sentido.
E, um dia, talvez , eu conte :-)
Acho que estou vivendo um "glimpse". Tendo a oportunidade de ver como minha vida pode vir a se tornar, ainda que esteja longe disto ainda.
Já noutras vezes acho que o "glimpse" passou e que estou na antiga realidade. Outras vezes ainda vejo claramente que não estou numa coisa nem em outra, mas numa fase nova da vida que se inicia e que tem tudo para dar certo, embora dificuldades com as quais nunca sonhei em lidar se mostrem vivas a cada dia.
O perfeccionista somado ao personalista, que quer que as coisas saiam sempre perfeitas e da forma como ele quer, pois do contrário, nem importa que acontecam, parece estar no passado.
As coisas não podem ser assim. Talvez nem devam. E saber disto, fazer o melhor possivel dentro das condições possíveis, é duro, porém necessário. Não há outra forma.
A realidade e os sonhos interagem mutuamente, uma influenciando na outra. Não podemos deixar uma delas vencer em detrimento da desistência da outra. Se a realidade vence, o sonho morre e morremos com ele. Se o sonhar vence, nunca se torna realidade possível, apenas imaginária, e daí até a desilusão, o passo é pequeno.
Tenho feito zilhões de perguntas para a minha consciência, quanto a como devo proceder com relação a tanta coisa. A resposta tem sido uma só. O segredo do universo tem três letras. Mas não vou contar aqui. Antes preciso provar que a resposta faz sentido.
E, um dia, talvez , eu conte :-)
To wait
Hey, you. Stop avoiding me. Why are you going away? I wish I could understand.
Diante das incertezas, o remédio é, frequentemente, contrapor com as certezas que temos, e no meu caso, tenho algumas: o tempo define todas as coisas, e, em algum lugar, em algum instante, a situação chega num ponto em que não há mais para onde fugir e nem onde se esconder, e então, nada mais resta senão deixar que as cartas sejam postas sobre a mesa, e que o jogo seja revelado, deixando assim de ser jogo, para tornar-se no hálito transformador da verdade.
O difícil é o exercício da espera :-)
Ao menos, não estou no escuro, como sugeri.
quinta-feira, setembro 30, 2004
Quem procura...
Quem procura, acha.
Achei. Meus limites. Estavam além de onde eu os imaginava. É uma surpresa recompensadora ver que fui além das expectativas. Por outro lado, encontrar seus próprios limites tem sempre algo de perturbador. Gera um movimento que sacode tudo, das idéias mais toscas, até as convicções mais fortes.
Faz-nos duvidar de nós mesmos. Perguntar quem somos.
É assustador, é verdade. Mas já começo a me perguntar: o que haverá atrás daquela linha demarcadora? Que horrores e que surpresas se esconderão além de onde já fui?
Deixei meu lado mau me olhar face a face. Senti-me feliz por que não tive medo, nem pena de mim mesmo.
Sem pressa, de agora em diante, irei descobrindo. De agora em diante, tenho outras prioridades. Este movimento, esta viagem, é parte integrande de quem eu sou, não poderia deixar de fazê-la, de decsobrir, a curiosidade é maior do que os riscos, se existem.
Mas o fato é que não posso viver disto. Tenho muito a fazer, em outras áreas. Se eu ficar preocupado com meu próprio umbigo, esqueço dos meus deveres no mundo e junto a aqueles que amo.
Tentarei ser mais humano daqui p/ frente. Isto implica que errarei mais. Acho que terei mais medo também. Mas esta sensação boa de ter ido além dos meus medos, espero guardar comigo.
Perdoem-me se neste processo de idas e vindas, por vezes, sou egocentrico. Não conhecia outra forma de fazer. Aos poucos vou aprendendo outras, mas, ei, sou humano afinal. É bom dar-se conta da extensão disto, embora, eu desconfie que não me faço entender :-)
Obrigado pela paciência...
Achei. Meus limites. Estavam além de onde eu os imaginava. É uma surpresa recompensadora ver que fui além das expectativas. Por outro lado, encontrar seus próprios limites tem sempre algo de perturbador. Gera um movimento que sacode tudo, das idéias mais toscas, até as convicções mais fortes.
Faz-nos duvidar de nós mesmos. Perguntar quem somos.
É assustador, é verdade. Mas já começo a me perguntar: o que haverá atrás daquela linha demarcadora? Que horrores e que surpresas se esconderão além de onde já fui?
Deixei meu lado mau me olhar face a face. Senti-me feliz por que não tive medo, nem pena de mim mesmo.
Sem pressa, de agora em diante, irei descobrindo. De agora em diante, tenho outras prioridades. Este movimento, esta viagem, é parte integrande de quem eu sou, não poderia deixar de fazê-la, de decsobrir, a curiosidade é maior do que os riscos, se existem.
Mas o fato é que não posso viver disto. Tenho muito a fazer, em outras áreas. Se eu ficar preocupado com meu próprio umbigo, esqueço dos meus deveres no mundo e junto a aqueles que amo.
Tentarei ser mais humano daqui p/ frente. Isto implica que errarei mais. Acho que terei mais medo também. Mas esta sensação boa de ter ido além dos meus medos, espero guardar comigo.
Perdoem-me se neste processo de idas e vindas, por vezes, sou egocentrico. Não conhecia outra forma de fazer. Aos poucos vou aprendendo outras, mas, ei, sou humano afinal. É bom dar-se conta da extensão disto, embora, eu desconfie que não me faço entender :-)
Obrigado pela paciência...
Baldio é meu alarde
Triste coisa é ter tanto a dizer e tanta dificuldade, tão poucas oportunidades em fazê-lo.
É ter a certeza de que amanhã é sempre um novo dia, e ainda assim, não conseguir conter a angústia de viver no hoje, no "não pode ser".
É saber-se amado e as vezes não poder sentí-lo, a ponto de duvidar.
É querer impor-se ao mundo, sabendo que depois se arrependeria.
É ser o refúgio de muitos, mas não ter a quem pedir socorro, quando sente-se só e tudo que precisava era de um abraço, algo tão caro, que deveria ser tão simples.
Não sou assim tão forte.
As vezes, não quero ser nada especial, apenas humano. E isto não me é permitido.
Mas amanhã é sempre outro dia. Ainda que provavelmente seja mais um dia no silêncio e no escuro.
É ter a certeza de que amanhã é sempre um novo dia, e ainda assim, não conseguir conter a angústia de viver no hoje, no "não pode ser".
É saber-se amado e as vezes não poder sentí-lo, a ponto de duvidar.
É querer impor-se ao mundo, sabendo que depois se arrependeria.
É ser o refúgio de muitos, mas não ter a quem pedir socorro, quando sente-se só e tudo que precisava era de um abraço, algo tão caro, que deveria ser tão simples.
Não sou assim tão forte.
As vezes, não quero ser nada especial, apenas humano. E isto não me é permitido.
Mas amanhã é sempre outro dia. Ainda que provavelmente seja mais um dia no silêncio e no escuro.
segunda-feira, setembro 27, 2004
A corda
Volto a recorrer ao exemplo da historiografia budista, que narra o comparativo entre instrumento de corda que soa com perfeição quando devidamente apertada, mas que rompe quando está muito apertada, e sequer soa, quando frouxa.
Tenho nos últimos tempos esticado a corda, testado meus limites. Não tenho conseguido fazê-la arrebentar, mas vejo que estou passando do ideal em alguns casos. Falta o contraponto, falta a paciência, tenho sido muito apressado, e não tenho prestado atenção noutras cousas.
Assim sendo, novamente, pedirei licença para recompor as idéias. Desta vez me imporei um tempo de três dias, a contar de amanhã. Assim, devo voltar a postar na sexta-feira.
Poderei quebrar este regime para comunicações de ordem extraordinária. Na verdade, como sempre, me reservo o direito de desrespeitar minhas próprias leis a hora que quiser. Mas a princípio é isto.
Fiquem bem, e se quiserem entrar em contato comigo, usem os outros meios. Se nao tiver outro, deixa um comentário mesmo. P/ alguma coisa tinha que servir este treco de comentários, ninguém usa :P
É isto. Novamente desculpem. O que estou fazendo de viver de extremos é de deixar qualquer um louco, especialmente os que estão a minha volta, mas só leva mais uns meses, prometo. Este é o ano de refazimento, depois de quase meia década em hibernação. :-)
As vezes, um certo mal é ncessário, assim como os dejetos fétidos transformam-se no adubo que, cumprindo sua função, permite que mais tarde surjam as mais diversas, perfumadas e úteis plantas.
Se ficar difícil entender, parecer absurdo, e quiserem culpar alguém, reclamem com Sócrates (não o jogador de futebol, o outro). Só estou seguindo o conselho dele.
Tenho nos últimos tempos esticado a corda, testado meus limites. Não tenho conseguido fazê-la arrebentar, mas vejo que estou passando do ideal em alguns casos. Falta o contraponto, falta a paciência, tenho sido muito apressado, e não tenho prestado atenção noutras cousas.
Assim sendo, novamente, pedirei licença para recompor as idéias. Desta vez me imporei um tempo de três dias, a contar de amanhã. Assim, devo voltar a postar na sexta-feira.
Poderei quebrar este regime para comunicações de ordem extraordinária. Na verdade, como sempre, me reservo o direito de desrespeitar minhas próprias leis a hora que quiser. Mas a princípio é isto.
Fiquem bem, e se quiserem entrar em contato comigo, usem os outros meios. Se nao tiver outro, deixa um comentário mesmo. P/ alguma coisa tinha que servir este treco de comentários, ninguém usa :P
É isto. Novamente desculpem. O que estou fazendo de viver de extremos é de deixar qualquer um louco, especialmente os que estão a minha volta, mas só leva mais uns meses, prometo. Este é o ano de refazimento, depois de quase meia década em hibernação. :-)
As vezes, um certo mal é ncessário, assim como os dejetos fétidos transformam-se no adubo que, cumprindo sua função, permite que mais tarde surjam as mais diversas, perfumadas e úteis plantas.
Se ficar difícil entender, parecer absurdo, e quiserem culpar alguém, reclamem com Sócrates (não o jogador de futebol, o outro). Só estou seguindo o conselho dele.
O Salto
Três saltos antecedem o arremesso do corpo por sobre a barra. Assumindo que adquira altura suficiente, e que a técnica permita deslizar por cima da barra sem derrubá-la, é medalha olímpica na certa.
E falando assim parece fácil.
O primeiro salto se foi, estou paralisado no tempo prestes a dar o segundo. O terceiro será o mais difícil, o da impulsão final. Não pretendo a medalha de ouro. Bronze será suficiente. Na verdade, vejo prazer em tentar. E se ultrapassar o obstáculo, estarei imensamente feliz.
O pior que poderia acontecer seria me quebrar todo. Aí teria o trabalho de recuperação e preparar para tentar novamente.
Certamente que posso sofrer sequelas, mas a gama de sequelas a que estou exposto parece ser bem menor do que já foi no passado.
Antes uma picada de abelha me imobilizava, eu posso estar enganado, mas me parece que hoje o equivalente a isto seria um boeing 747.
Tenho medo desta euforia. Na verdade, devo confessar, não tenho não.
Me desejem sorte.
E falando assim parece fácil.
O primeiro salto se foi, estou paralisado no tempo prestes a dar o segundo. O terceiro será o mais difícil, o da impulsão final. Não pretendo a medalha de ouro. Bronze será suficiente. Na verdade, vejo prazer em tentar. E se ultrapassar o obstáculo, estarei imensamente feliz.
O pior que poderia acontecer seria me quebrar todo. Aí teria o trabalho de recuperação e preparar para tentar novamente.
Certamente que posso sofrer sequelas, mas a gama de sequelas a que estou exposto parece ser bem menor do que já foi no passado.
Antes uma picada de abelha me imobilizava, eu posso estar enganado, mas me parece que hoje o equivalente a isto seria um boeing 747.
Tenho medo desta euforia. Na verdade, devo confessar, não tenho não.
Me desejem sorte.
Eu entendo...
Eu entendo quando precisas de um tempo.
Entendo ainda quando achas que não há mais tempo, que é agora ou nunca.
Entendo quando pensas que a vida é perfeita
Ou que é um mar tormentoso, tentando te afogar
Entendo que te sintas a sós
Que sorrias e que chorespor mim
Entendo que as dificuldades da vida te assustem
Que dias há de sorriso em céu azul
E outros de cara amarrada, em céu de prata
Entendo que buscas me aceitar como sou
Ainda que eu não seja assim tão aceitável
Entendo quando me olhas com orgulho
E quando me olhas com temor
Entendo quando me queres por perto
E até quando parece que não mais
Entendo a vida, as pessoas
O hoje, o amanhã.
O que, no entanto, não entendo
É como entendo tanto, se nada sou?
Tenham uma boa semana :-)
Entendo ainda quando achas que não há mais tempo, que é agora ou nunca.
Entendo quando pensas que a vida é perfeita
Ou que é um mar tormentoso, tentando te afogar
Entendo que te sintas a sós
Que sorrias e que chorespor mim
Entendo que as dificuldades da vida te assustem
Que dias há de sorriso em céu azul
E outros de cara amarrada, em céu de prata
Entendo que buscas me aceitar como sou
Ainda que eu não seja assim tão aceitável
Entendo quando me olhas com orgulho
E quando me olhas com temor
Entendo quando me queres por perto
E até quando parece que não mais
Entendo a vida, as pessoas
O hoje, o amanhã.
O que, no entanto, não entendo
É como entendo tanto, se nada sou?
Tenham uma boa semana :-)
domingo, setembro 26, 2004
Eu prometo!?
Não prometo nada.
Não prometo ser perfeito ou imperfeito, não prometo ser eu mesmo, não prometo sequer não fazer promessas que não posso cumprir.
Não prometo viver um dia de cada vez, por que isto é inevitável. Ainda que eu esqueça, por vezes.
Não prometo respeitar as vossas opiniões, por que as vezes não respeito a minha própria.
Não prometo ir além, mas também não prometo ficar no senso comum.
Não prometo ser previsível ou imprevisivel. Não prometo ser maleável, nem inacessível.
Não prometo te escutar, não prometo falar.
Não prometo amar, nem aceitar amor. Não prometo viver de bom ou mal humor.
Não prometo nada.
Me comprometo, apenas, a fazer o melhor que posso. As vezes isto será suficiente, as vezes ficará muito aquém do necessário, mas, quem quiser, lá de vez em quando, ter surpresas, de deixar o queixo cair, também não terá do que reclamar.
Ainda embora eu não prometa nem isto, e não prometa nada.
(Inspirado talvez pelas campanhas políticas)
Não prometo ser perfeito ou imperfeito, não prometo ser eu mesmo, não prometo sequer não fazer promessas que não posso cumprir.
Não prometo viver um dia de cada vez, por que isto é inevitável. Ainda que eu esqueça, por vezes.
Não prometo respeitar as vossas opiniões, por que as vezes não respeito a minha própria.
Não prometo ir além, mas também não prometo ficar no senso comum.
Não prometo ser previsível ou imprevisivel. Não prometo ser maleável, nem inacessível.
Não prometo te escutar, não prometo falar.
Não prometo amar, nem aceitar amor. Não prometo viver de bom ou mal humor.
Não prometo nada.
Me comprometo, apenas, a fazer o melhor que posso. As vezes isto será suficiente, as vezes ficará muito aquém do necessário, mas, quem quiser, lá de vez em quando, ter surpresas, de deixar o queixo cair, também não terá do que reclamar.
Ainda embora eu não prometa nem isto, e não prometa nada.
(Inspirado talvez pelas campanhas políticas)
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