Estou exausto. Foi uma semana puxada. Tirando o básico (trabalho puxado, estudo puxado), não tenho muitas novidades... ontém foi meu trote na universidade. Foi bem legal, sem stress.
Meu organismo parece se adaptar bem, tenho tido pouco menos de 5 horas de sono, o apetite está moderado (eu tava oscilando entre comer demais e de menos até um tempo atrás), e, exceto por agora, eu não estive assim tao exausto.
Espero que a noite de sono reponha as energias, mas vai ser difícil, está um calor infernal aqui e provavelmente terei dificuldades para dormir.
Cada dia que passa aprendo mais e entendo menos as coisas, e por alguma razão obscura, isto me parece correto.
Se eu soubesse que ser humano era assim tão complicado, não sei se tinha arriscado sê-lo, tivesse eu a opção de escolha. Mas é fascinante. Gostaria de ter o respeito pela condição humana que julgo ter hoje desde há mais tempo. Eu digo julgo ter ao invés de dizer que tenho, por que eu posso estar superestimando minha personalidade. Eu faço isto com frequencia e sou desmentido pelos meus atos mais tarde. Acho que acontece com a quase totalidade de nós, humanos.
E isto nao é necessariamente algo ruim, é parte do processo que talvez um dia me torne melhor.
Não tenho pressa. A vida as vezes me para na blitz, mas não creio que queira caçar minha habilitação...
Repetitivo, eu sei, mas é que esta música me persegue:
"Sei rimar romã
Com travesseiro
Quero minha nação
Soberana
Com espaço, nobreza
E descanso
Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que estava então longe de sereno
E fiquei tanto tempo duvidando de mim
Por fazer amor fazer sentido
E começo a ficar livre
Espero, acho que sim
De olhos fechados não me vejo
E você sorriu pra mim"
"Ande no peito escondida, Dentro n'alma sepultada; De mim só seja chorada, De ninguém seja sentida. Ou me mate ou me dê vida, Ou vida triste ou contente; Não na saiba toda a gente."
sexta-feira, março 11, 2005
Que seria de nós ... ?
"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. Camus acrescentou um detalhe acerca da hora quando a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Só tardiamente. Foi o que aconteceu comigo. Eu sabia mas não tinha coragem de dizer. O mundo universitário que me cercava me amedrontava. Por prudência optei pelo silêncio. Aí, de repente, uma criança entrou na minha vida, tardiamente. Uma filha temporã. Foi ela que me fez ter coragem.
Penso que Bachelard deve ter tido experiência semelhante. Se assim não fosse, como poderia ter afirmado que "a inquietação que temos pela criança sustenta uma coragem invencível"?
Foi a criança que me deu coragem para que eu deixasse que o inventor de estórias que em mim vivia calado pelo medo, falasse. "Estória", não "histórias, contrariando assim dicionários e revisores. O mundo dos escritores não é o mundo dos gramáticos. Guimarães Rosa tinha o mesmo problema. Começa Tutaméia afirmando: "A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História". A "história" nos abre o mundo das coisas acontecidas no passado. Mas, as "estórias" nos levam para o mundo das coisas que nunca aconteceram e só existem na imaginação.
Disse que sou um "inventor" de estórias. Mas não é bem assim. As estórias não são inventadas pelo escritor da mesma forma como as músicas não são compostas pelo compositor. Estórias e músicas já existem em algum lugar místico.
Escritores e compositores são seres que têm a graça de, repentinamente, se defrontarem com essas entidades, vindas não se sabe de onde, como se fossem emissárias de um outro mundo. Fernando Pessoa se espantava com isso e dizia que era como se um anjo que não conhecemos descesse à terra e com suas asas soprasse as brasas de lugares esquecidos... Uma coisa é certa: ao terminar a estória vem o espanto de que a tenhamos escrito. E perguntamos: "Por que escrevi isto? Onde fui buscar isto? De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu... Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?".
Aconteceu assim comigo, sem se anunciar, de repente, sem preparo, sem credenciais. As estórias começaram a aparecer porque havia uma menina que precisava delas. Sim, precisava delas...
De noite, quando eu terminava a estória, ela me perguntava: "Papai, esta estória aconteceu de verdade?" Ela não era boba. Pequena, já tinha um agudo senso de realidade. Pássaros encantados, gigantes verdes, dragões dourados, panteras que falam, flores que empinam pipas, sementinhas que têm medo, gansos que envelhecem ficando cada vez mais leves até que voam na direção das montanhas onde cresce o fruto mágico vermelho - não são seres desse mundo. Nunca existiram. Assim conclui-se obrigatoriamente que as estórias são feitas com mentiras. Mas mentira é uma palavra tão feia! Ela tem o poder de matar qualquer palavra.
Acontecia, entretanto, que minha filha amava as estórias. Elas eram belas, ela ficava encantada ao ouvi-las. O seu coração exigia que fosse verdadeira. O amor deseja a eternidade da coisa amada. Acho que o Padre Antônio Vieira deveria ter acabado de ouvir uma estória bonita quando escreveu: "Se os olhos vêem com amor o que não é, tem de ser." Minha filha filosofava sem saber. Perguntava-me sobre o estatuto ontológico da imaginação, lugar onde moram as estórias. E eu não podia dar a resposta. Era muito difícil para ela. A resposta seria: "Esta estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre."
Romeu e Julieta, A Bela adormecida, Cinderela, Édipo, Amor nos tempos do cólera, A terceira margem do rio, O operário em construção: essas estórias não aconteceram nunca. Mas a despeito disso queremos lê-las de novo, e todas as vezes que as relemos elas acontecem. A Palavra se faz carne... Prova disso são os tremores que percorrem nosso corpo, ora como riso, ora como choro. Se tivessem acontecido de fato elas seriam criaturas da história, tempo do "nunca mais". "Never more, never more", repetia o corvo de Poe. "Nunca mais" é o tempo dos mortos, das sepulturas, do sem volta. Mas as estórias são criaturas do tempo da imaginação, tempo do eterno retorno, das repetições, das ressurreições.
Quando se conta de novo uma estória aquilo que nela aconteceu no passado imaginário se torna vivo no presente. Sim, já ouvimos a música muitas vezes. Sabemo-la de cor. Mas queremos ouvi-la de novo para sentir a sua beleza sempre presente, para rir e chorar. Assim é o tempo da imaginação. A alma é o lugar onde o amor guarda o que não aconteceu, sob a forma da imaginação, para que aconteça sempre.
Havíamos ido ao cinema ver o E.T. Minha filha, cinco anos, chorava convulsivamente ao voltar para a casa. Depois do lanche quis consolá-la das lágrimas que não paravam. "Vamos lá fora procurar a estrelinha do E.T.!"¸ sugeri. Ela me acompanhou. Mas o céu se cobrira de nuvens. Não havia nenhuma estrela visível. Fiquei sem saber o que dizer. Improvisei, então. Corri para trás de uma árvore e disse: "Venha! O E.T. está aqui!" Ela parou de chorar, olhou-me séria e disse com voz firme: "Papai, não seja bobo. O E.T. não existe." Essa resposta realista e fria pegou-me desprevenido. Me defendi. Armei um xeque mate: "Não existe? Então, por que é que você estava chorando?" O seu choro não era uma evidência de que ela acreditava na existência do E.T.? Mas quem levou o xeque fui eu. Foi isso que ela me respondeu: "Eu estava chorando por isso mesmo, porque o E.T. não existe."
Eu, tolo, misturara o que não podia ser misturado. Tirara o E.T. do mundo da fantasia onde vivia - uma estrela distante, provavelmente vizinha da estrela sorridente, morada do Pequeno Príncipe - e o matara ao trazê-lo para o mundo real. Ela sabia mais do que eu. Sabia que o E.T. só existia no mundo da fantasia. Até a minha intervenção desastrada o E.T. era real. A estória estava acontecendo. Por isso ela chorava. A alma chora pelo que não existe. Mas o seu choro parou de repente quando tirei o E.T. de sua estrela distante e o coloquei atrás da árvore do meu jardim. Acho que Fernando Pessoa teve muitos choros parecidos com o choro de minha filha. E foi para explicar o sem razões dos seus choros que ele escreveu: "o que me dói não é o que há no coração mas essas coisas lindas que nunca existirão..."
Ri muito ao re-ler, depois de muitos anos, o Cem anos de solidão. E sempre choro ao ler os poemas da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andressen. Por que rimos e choramos por aquilo que não existe, aquilo que é fantasia? A resposta é simples: choramos e rimos porque a alma é feita com o que não existe, coisa que só os artistas sabem. "Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos", afirmava Shakespeare. Com o que concorda Manoel de Barros, rude poeta do Pantanal: "Tem mais presença em mim o que me falta". E Miguel de Unamuno: "Recuerda, pues, o sueña tú, alma mia
- la fantasia es tu sustancia eterna -
lo que no fué;
com tus figuraciones hazte fuerte,
que eso es vivir, y lo demás es muerte."
As estórias são flores que a imaginação faz crescer no lugar da dor. Minhas estórias cresceram das dores da minha filha, que eram minhas próprias dores. Por isso disse que comecei a escrever porque ela precisava delas, das estórias. Curar a dor, isso elas não podem fazer. Mas podem transfigurá-la. A imaginação é a artista que transforma o sofrimento em beleza. E a beleza torna a dor suportável. Por isso escrevo estórias: para realizar a alquimia de transformar dor em flor. Minhas estórias são as minhas poções mágicas... Não há contra-indicações e nem é preciso receitas...
Autor: Rubens Alves; Fonte : http://www2.uol.com.br/aprendiz/colunas/ralves/id060204.shtml
Penso que Bachelard deve ter tido experiência semelhante. Se assim não fosse, como poderia ter afirmado que "a inquietação que temos pela criança sustenta uma coragem invencível"?
Foi a criança que me deu coragem para que eu deixasse que o inventor de estórias que em mim vivia calado pelo medo, falasse. "Estória", não "histórias, contrariando assim dicionários e revisores. O mundo dos escritores não é o mundo dos gramáticos. Guimarães Rosa tinha o mesmo problema. Começa Tutaméia afirmando: "A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História". A "história" nos abre o mundo das coisas acontecidas no passado. Mas, as "estórias" nos levam para o mundo das coisas que nunca aconteceram e só existem na imaginação.
Disse que sou um "inventor" de estórias. Mas não é bem assim. As estórias não são inventadas pelo escritor da mesma forma como as músicas não são compostas pelo compositor. Estórias e músicas já existem em algum lugar místico.
Escritores e compositores são seres que têm a graça de, repentinamente, se defrontarem com essas entidades, vindas não se sabe de onde, como se fossem emissárias de um outro mundo. Fernando Pessoa se espantava com isso e dizia que era como se um anjo que não conhecemos descesse à terra e com suas asas soprasse as brasas de lugares esquecidos... Uma coisa é certa: ao terminar a estória vem o espanto de que a tenhamos escrito. E perguntamos: "Por que escrevi isto? Onde fui buscar isto? De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu... Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?".
Aconteceu assim comigo, sem se anunciar, de repente, sem preparo, sem credenciais. As estórias começaram a aparecer porque havia uma menina que precisava delas. Sim, precisava delas...
De noite, quando eu terminava a estória, ela me perguntava: "Papai, esta estória aconteceu de verdade?" Ela não era boba. Pequena, já tinha um agudo senso de realidade. Pássaros encantados, gigantes verdes, dragões dourados, panteras que falam, flores que empinam pipas, sementinhas que têm medo, gansos que envelhecem ficando cada vez mais leves até que voam na direção das montanhas onde cresce o fruto mágico vermelho - não são seres desse mundo. Nunca existiram. Assim conclui-se obrigatoriamente que as estórias são feitas com mentiras. Mas mentira é uma palavra tão feia! Ela tem o poder de matar qualquer palavra.
Acontecia, entretanto, que minha filha amava as estórias. Elas eram belas, ela ficava encantada ao ouvi-las. O seu coração exigia que fosse verdadeira. O amor deseja a eternidade da coisa amada. Acho que o Padre Antônio Vieira deveria ter acabado de ouvir uma estória bonita quando escreveu: "Se os olhos vêem com amor o que não é, tem de ser." Minha filha filosofava sem saber. Perguntava-me sobre o estatuto ontológico da imaginação, lugar onde moram as estórias. E eu não podia dar a resposta. Era muito difícil para ela. A resposta seria: "Esta estória não aconteceu nunca para que aconteça sempre."
Romeu e Julieta, A Bela adormecida, Cinderela, Édipo, Amor nos tempos do cólera, A terceira margem do rio, O operário em construção: essas estórias não aconteceram nunca. Mas a despeito disso queremos lê-las de novo, e todas as vezes que as relemos elas acontecem. A Palavra se faz carne... Prova disso são os tremores que percorrem nosso corpo, ora como riso, ora como choro. Se tivessem acontecido de fato elas seriam criaturas da história, tempo do "nunca mais". "Never more, never more", repetia o corvo de Poe. "Nunca mais" é o tempo dos mortos, das sepulturas, do sem volta. Mas as estórias são criaturas do tempo da imaginação, tempo do eterno retorno, das repetições, das ressurreições.
Quando se conta de novo uma estória aquilo que nela aconteceu no passado imaginário se torna vivo no presente. Sim, já ouvimos a música muitas vezes. Sabemo-la de cor. Mas queremos ouvi-la de novo para sentir a sua beleza sempre presente, para rir e chorar. Assim é o tempo da imaginação. A alma é o lugar onde o amor guarda o que não aconteceu, sob a forma da imaginação, para que aconteça sempre.
Havíamos ido ao cinema ver o E.T. Minha filha, cinco anos, chorava convulsivamente ao voltar para a casa. Depois do lanche quis consolá-la das lágrimas que não paravam. "Vamos lá fora procurar a estrelinha do E.T.!"¸ sugeri. Ela me acompanhou. Mas o céu se cobrira de nuvens. Não havia nenhuma estrela visível. Fiquei sem saber o que dizer. Improvisei, então. Corri para trás de uma árvore e disse: "Venha! O E.T. está aqui!" Ela parou de chorar, olhou-me séria e disse com voz firme: "Papai, não seja bobo. O E.T. não existe." Essa resposta realista e fria pegou-me desprevenido. Me defendi. Armei um xeque mate: "Não existe? Então, por que é que você estava chorando?" O seu choro não era uma evidência de que ela acreditava na existência do E.T.? Mas quem levou o xeque fui eu. Foi isso que ela me respondeu: "Eu estava chorando por isso mesmo, porque o E.T. não existe."
Eu, tolo, misturara o que não podia ser misturado. Tirara o E.T. do mundo da fantasia onde vivia - uma estrela distante, provavelmente vizinha da estrela sorridente, morada do Pequeno Príncipe - e o matara ao trazê-lo para o mundo real. Ela sabia mais do que eu. Sabia que o E.T. só existia no mundo da fantasia. Até a minha intervenção desastrada o E.T. era real. A estória estava acontecendo. Por isso ela chorava. A alma chora pelo que não existe. Mas o seu choro parou de repente quando tirei o E.T. de sua estrela distante e o coloquei atrás da árvore do meu jardim. Acho que Fernando Pessoa teve muitos choros parecidos com o choro de minha filha. E foi para explicar o sem razões dos seus choros que ele escreveu: "o que me dói não é o que há no coração mas essas coisas lindas que nunca existirão..."
Ri muito ao re-ler, depois de muitos anos, o Cem anos de solidão. E sempre choro ao ler os poemas da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andressen. Por que rimos e choramos por aquilo que não existe, aquilo que é fantasia? A resposta é simples: choramos e rimos porque a alma é feita com o que não existe, coisa que só os artistas sabem. "Somos feitos da mesma matéria dos nossos sonhos", afirmava Shakespeare. Com o que concorda Manoel de Barros, rude poeta do Pantanal: "Tem mais presença em mim o que me falta". E Miguel de Unamuno: "Recuerda, pues, o sueña tú, alma mia
- la fantasia es tu sustancia eterna -
lo que no fué;
com tus figuraciones hazte fuerte,
que eso es vivir, y lo demás es muerte."
As estórias são flores que a imaginação faz crescer no lugar da dor. Minhas estórias cresceram das dores da minha filha, que eram minhas próprias dores. Por isso disse que comecei a escrever porque ela precisava delas, das estórias. Curar a dor, isso elas não podem fazer. Mas podem transfigurá-la. A imaginação é a artista que transforma o sofrimento em beleza. E a beleza torna a dor suportável. Por isso escrevo estórias: para realizar a alquimia de transformar dor em flor. Minhas estórias são as minhas poções mágicas... Não há contra-indicações e nem é preciso receitas...
Autor: Rubens Alves; Fonte : http://www2.uol.com.br/aprendiz/colunas/ralves/id060204.shtml
terça-feira, março 08, 2005
Mensagem pra você
Observamos que você tem buscado acertar.
Temos observado seu esforço diário em ser motivo de orgulho aos seus pais, em especial sua mãe.
Sabemos que busca uma vida diferente, que te permita antes, sentir-se bem consigo.
Sabemos o quanto te doem os erros e desacertos do passado. O quanto te assusta a perspectiva de voltar a cair neles. E sabes bem como isto seria fácil, afinal, escorrega aqui e ali quase que diariamente.
Podemos ler em seu coração o quanto gostaria que aqueles que lhe são caros não mais olhassem para você com o olhar dos desacertos do passado. Que percebessem que dentro do seu coração há tanta vontade em acertar. Que pudessem mesmo perceber que você tenta com todas as suas forças ser uma boa pessoa, levar uma vida digna e feliz.
Embora não nos possa ver ou sentir, estamos presentes mesmo quando você se desencontra deste ideal, pensando que teus sonhos de uma vida feliz e pacífica sejam impossiveis; Que isto jamais virá a acontecer.
E quando você se encontra a sós e chora, lá estamos e podemos ouvir em seus pensamentos que por vezes gostaria de poder desistir de tudo.
Mas bem sabes que não poderia. E procuramos te inspirar a idéia de que há vidas que dependem de ti e de tua felicidade. Que a sua própria felicidade é possível. Por alguns instantes parece nos ouvir. Já por outros, volta a ver esta vida com o olhar cabisbaixo de quem gostaria de encontrar forças para seguir em frente, mas não consegue...
Por vezes se recorda dos momentos felizes de outrora, e isto simultaneamente te enternece e te deprime, pois que por vezes gostaria de a eles voltar, de estar em contato com aqueles que te permitiam doce e simples felicidade, mas que hoje já não se encontram a teu lado.
Estamos aqui para lhe recordar, no entanto, que só você pode construir a felicidade futura que lhe está reservada. A feliidade da vida adulta vivida de modo sadio, é mais díficil de atingir do que a que lhe embalou os sonhos da adolescência, é mais difícil do que as fantasias que o mundo nos vende, porém é infinitamente mais pacífica, duradoura e verdadeira. Dentro de teu coração, sabes bem disto.
Se bem lhe parece impossível, é por que te encontras em dificuldades de abraçar as responsabilidades que te conduzirão até ela. É por que te permites impressionar em demasia com o mal que há no mundo, a ponto de duvidar de tuas próprias forças e da capacidade que tens de construir e vencer.
Não menospreze o mal do mundo, mas igualmente não te permitas superestimá-lo. O mal não é uma qualidade em si, mas a ausência do bem. Quando a luz se faz presente, as trevas desaparecem.
Quando te encontrares sem forças, lembra que tens a tua disposição a inspiração e a proteção destes amigos que te acompanhamos desde o ínicio desta tua jornada, que sabêmo-la de difícil execução.
Todos, quando adentramos o terreno em que hoje trilhas, recebemos tarefa cuja execução demanda que ampliemos nossos limites, que nos convida a desenvolvermos novas faculdades e ampliarmos aquelas que já conquistamos. Nunca é fácil para nenhum de nós, pois a justiça e o mérito da vitória residem aí: no esforço empregado pela melhoria de nós mesmos, e do contexto familiar e social que nos rodeia.
Quando não te reconhecerem o esforço que emprega em tentar encontrar o bom caminho, observa aqueles próximos a você que passaram pela mesma dificuldade e, conseguindo iniciar a superação destas, hoje são motivos de alegria para aqueles, como tu, que destes se orgulham e de cuja felicidade hoje já podem partilhar.
Quando o mundo te abafar os sonhos, recorda que os que deles desistiram jamais alcançaram a glória em nenhuma realização, e frequentemente, só encontraram a ruína. Toma as rédeas de teu destino e luta pelos teus ideais, cuidando porém de respeitar os ideais e possibilidades alheios.
Somos daqueles que com muita alegria recebemos a incumbência de te proteger e te inspirar boas idéias. Confiamos que com o tempo encontrará, a teu próprio modo, teu bom caminho e tua fé na vida. Não te permitas continuar acreditando que és outra coisa senão alguém com capacidade de vencer e ser feliz. Não duvides que tua felicidade atingirá o coração dos que lhe são caros e serás também motivo de alegria a estes.
Conta conosco, e segue avante, rumo a descoberta de teu próprio caminho nesta Terra abençoada.
Temos observado seu esforço diário em ser motivo de orgulho aos seus pais, em especial sua mãe.
Sabemos que busca uma vida diferente, que te permita antes, sentir-se bem consigo.
Sabemos o quanto te doem os erros e desacertos do passado. O quanto te assusta a perspectiva de voltar a cair neles. E sabes bem como isto seria fácil, afinal, escorrega aqui e ali quase que diariamente.
Podemos ler em seu coração o quanto gostaria que aqueles que lhe são caros não mais olhassem para você com o olhar dos desacertos do passado. Que percebessem que dentro do seu coração há tanta vontade em acertar. Que pudessem mesmo perceber que você tenta com todas as suas forças ser uma boa pessoa, levar uma vida digna e feliz.
Embora não nos possa ver ou sentir, estamos presentes mesmo quando você se desencontra deste ideal, pensando que teus sonhos de uma vida feliz e pacífica sejam impossiveis; Que isto jamais virá a acontecer.
E quando você se encontra a sós e chora, lá estamos e podemos ouvir em seus pensamentos que por vezes gostaria de poder desistir de tudo.
Mas bem sabes que não poderia. E procuramos te inspirar a idéia de que há vidas que dependem de ti e de tua felicidade. Que a sua própria felicidade é possível. Por alguns instantes parece nos ouvir. Já por outros, volta a ver esta vida com o olhar cabisbaixo de quem gostaria de encontrar forças para seguir em frente, mas não consegue...
Por vezes se recorda dos momentos felizes de outrora, e isto simultaneamente te enternece e te deprime, pois que por vezes gostaria de a eles voltar, de estar em contato com aqueles que te permitiam doce e simples felicidade, mas que hoje já não se encontram a teu lado.
Estamos aqui para lhe recordar, no entanto, que só você pode construir a felicidade futura que lhe está reservada. A feliidade da vida adulta vivida de modo sadio, é mais díficil de atingir do que a que lhe embalou os sonhos da adolescência, é mais difícil do que as fantasias que o mundo nos vende, porém é infinitamente mais pacífica, duradoura e verdadeira. Dentro de teu coração, sabes bem disto.
Se bem lhe parece impossível, é por que te encontras em dificuldades de abraçar as responsabilidades que te conduzirão até ela. É por que te permites impressionar em demasia com o mal que há no mundo, a ponto de duvidar de tuas próprias forças e da capacidade que tens de construir e vencer.
Não menospreze o mal do mundo, mas igualmente não te permitas superestimá-lo. O mal não é uma qualidade em si, mas a ausência do bem. Quando a luz se faz presente, as trevas desaparecem.
Quando te encontrares sem forças, lembra que tens a tua disposição a inspiração e a proteção destes amigos que te acompanhamos desde o ínicio desta tua jornada, que sabêmo-la de difícil execução.
Todos, quando adentramos o terreno em que hoje trilhas, recebemos tarefa cuja execução demanda que ampliemos nossos limites, que nos convida a desenvolvermos novas faculdades e ampliarmos aquelas que já conquistamos. Nunca é fácil para nenhum de nós, pois a justiça e o mérito da vitória residem aí: no esforço empregado pela melhoria de nós mesmos, e do contexto familiar e social que nos rodeia.
Quando não te reconhecerem o esforço que emprega em tentar encontrar o bom caminho, observa aqueles próximos a você que passaram pela mesma dificuldade e, conseguindo iniciar a superação destas, hoje são motivos de alegria para aqueles, como tu, que destes se orgulham e de cuja felicidade hoje já podem partilhar.
Quando o mundo te abafar os sonhos, recorda que os que deles desistiram jamais alcançaram a glória em nenhuma realização, e frequentemente, só encontraram a ruína. Toma as rédeas de teu destino e luta pelos teus ideais, cuidando porém de respeitar os ideais e possibilidades alheios.
Somos daqueles que com muita alegria recebemos a incumbência de te proteger e te inspirar boas idéias. Confiamos que com o tempo encontrará, a teu próprio modo, teu bom caminho e tua fé na vida. Não te permitas continuar acreditando que és outra coisa senão alguém com capacidade de vencer e ser feliz. Não duvides que tua felicidade atingirá o coração dos que lhe são caros e serás também motivo de alegria a estes.
Conta conosco, e segue avante, rumo a descoberta de teu próprio caminho nesta Terra abençoada.
segunda-feira, março 07, 2005
Rápidas
1) Primeiro dia de aula "de verdade". Gostei muito. Uma pincelada rápida na história do pensamento econômico. Já na primeira aula comecei a entender coisas que eu tinha dúvida. Assim vale a pena.
2) As vezes não sei me expressar, e me entendem. As vezes sei, e não faço sentido. A propósito, o que eu escrevo agora faz sentido?!
3) Eu não enxergo no escuro. Tropecei numa descida hoje e voei uns 5 metros, de alguma forma cai em pé e ninguem percebeu.
4) Nada pior do que alguém que trabalha digitando ficar com tendinite. Espero que seja só um princípio e que passe.
5) Boa semana :-)
2) As vezes não sei me expressar, e me entendem. As vezes sei, e não faço sentido. A propósito, o que eu escrevo agora faz sentido?!
3) Eu não enxergo no escuro. Tropecei numa descida hoje e voei uns 5 metros, de alguma forma cai em pé e ninguem percebeu.
4) Nada pior do que alguém que trabalha digitando ficar com tendinite. Espero que seja só um princípio e que passe.
5) Boa semana :-)
quinta-feira, março 03, 2005
Tivesse eu
Se eu tivesse que abrir mão de todos os meus sonhos e escolher apenas um
Eu escolheria você
Se antes de te olhar os olhos eu houvera podido, por um segundo, imaginar a felicidade
Se antes disso eu houvera podido sonhar com a paz
Então antes de te conhecer, eu já saberia como o teu rosto se pareceria
Se eu tivesse de fazer um pedido, e apenas um pedido
Seria para segurar sua mão nos momentos difíceis
Te dar colo e carinho
E quando você tivesse medo do escuro
Haveria luz nos meus olhos
Eu sei, é fácil falar.
Mas sabe, eu não tenho culpa.
Se a vida as vezes é difícil
Se assusta
Se machuca...
Eu não sou a vida... Eu sou isto aqui, que consigo ser
As vezes falto, as vezes exagero
E pode ser que eu com meus espinhos também machuque
Mas só o que sei
É que eu faria o meu melhor, ainda que não fosse o suficiente.
Me perdoe, se não sou o suficiente.
Se apenas soubesse o quanto eu gostaria de sê-lo...
Eu escolheria você
Se antes de te olhar os olhos eu houvera podido, por um segundo, imaginar a felicidade
Se antes disso eu houvera podido sonhar com a paz
Então antes de te conhecer, eu já saberia como o teu rosto se pareceria
Se eu tivesse de fazer um pedido, e apenas um pedido
Seria para segurar sua mão nos momentos difíceis
Te dar colo e carinho
E quando você tivesse medo do escuro
Haveria luz nos meus olhos
Eu sei, é fácil falar.
Mas sabe, eu não tenho culpa.
Se a vida as vezes é difícil
Se assusta
Se machuca...
Eu não sou a vida... Eu sou isto aqui, que consigo ser
As vezes falto, as vezes exagero
E pode ser que eu com meus espinhos também machuque
Mas só o que sei
É que eu faria o meu melhor, ainda que não fosse o suficiente.
Me perdoe, se não sou o suficiente.
Se apenas soubesse o quanto eu gostaria de sê-lo...
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Dia um
Mozilla filho da truta. Digitei meu post aqui e quase morrendo de sono ele conseguiu perder tudo.
Maravilha.
Em resumo, primeiro dia de aula: Aulão com os professores, apresentando a universidade, o corpo docente, a estrutura dos departamentos e uma introdução aos cursos que mais pareciam cópias do mesmo discurso.
Mas foi legal. De fazer pensar.
Quando cheguei lá, estava tranquilo. Fui ficando nervoso depois, a medida que ia pensando em quantas coisas ainda terei que fazer na vida. Eu começo a ficar com medo do desconhecido. Parece que de alguma forma estou deixando de ser preguiçoso, e isto deve ser bom, mas ao mesmo tempo é assustador...
Bom, vou dormir que estou podre. Depois de um dia puxado (pensei que não ia dar p/ fazer tudo que tinha planejado, mas deu) e difícil, nada como ir se aconselhar com o travesseiro. Que aliás, não anda lá um conselheiro muito eficaz. Os conselhos mais sublimes parecem as vezes os mais imbecis, e para meu desespero, a recíproca por vezes é verdadeira.
Maravilha.
Em resumo, primeiro dia de aula: Aulão com os professores, apresentando a universidade, o corpo docente, a estrutura dos departamentos e uma introdução aos cursos que mais pareciam cópias do mesmo discurso.
Mas foi legal. De fazer pensar.
Quando cheguei lá, estava tranquilo. Fui ficando nervoso depois, a medida que ia pensando em quantas coisas ainda terei que fazer na vida. Eu começo a ficar com medo do desconhecido. Parece que de alguma forma estou deixando de ser preguiçoso, e isto deve ser bom, mas ao mesmo tempo é assustador...
Bom, vou dormir que estou podre. Depois de um dia puxado (pensei que não ia dar p/ fazer tudo que tinha planejado, mas deu) e difícil, nada como ir se aconselhar com o travesseiro. Que aliás, não anda lá um conselheiro muito eficaz. Os conselhos mais sublimes parecem as vezes os mais imbecis, e para meu desespero, a recíproca por vezes é verdadeira.
Sigo
Dobro a esquina da vida
Entro no beco da dúvida
Buscando a verdade
Sabedoria, sabedoria
Interrogo aos gritos:
- Por quê?
Vocês, que me destroem
Que me corrompem e me manipulam
Realmente acreditam que podem vencer?
Realmente acham que por que tropeço, hei de perder?
Não conhecem minha força?
Não sabem o que me sustenta?
Não viram ainda até onde posso ir?
Tempo, tempo bom
Deixa estar, deixe viver.
Eu já disse, e repito
Nesta vida difícil
Eu hei de vencer.
Entro no beco da dúvida
Buscando a verdade
Sabedoria, sabedoria
Interrogo aos gritos:
- Por quê?
Vocês, que me destroem
Que me corrompem e me manipulam
Realmente acreditam que podem vencer?
Realmente acham que por que tropeço, hei de perder?
Não conhecem minha força?
Não sabem o que me sustenta?
Não viram ainda até onde posso ir?
Tempo, tempo bom
Deixa estar, deixe viver.
Eu já disse, e repito
Nesta vida difícil
Eu hei de vencer.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Teclado e tapete
Deus abençoe o teclado abnt2, que pra quem não é chegado em siglas ou tecnologia, é este teclado maravilhoso que tem o cê cedilha (Ç).
Não que eu goste do teclado, é que não me sinto a vontade de mandar para lugares indecorosos quem criou esta aberração, que finalmente o brasil todo adotou e eu, retrógrado, dinossauro ultrapassado, me recuso ainda a aceitar, resultando no fato de que só consigo digitar em velocidade full-mandioca em casa, no meu velho teclado americano pseudo-ergonômico.
O meu teclado está meio velhinho mesmo, talvez chegue a hora de fazer um upgrade nele. Afinal, eu já tenho feito tantos upgrades ultimamente que um a mais nem cansa...
Após um dia produtivo, estou cansado, e procurarei a cama. Terei que vencer uma maratona, andar cerca de uns 30 metros até ela, para só então lembrar que precisarei me deslocar mais uns três até onde deixei a escova de dentes e mais uns 15, ida e volta, até o banheiro, para tomar banho e fazer uso da escova citada anteriormente. Aí lembrarei que esqueci o fio dental, e em desespero, dormirei no tapete do banheiro, até ser encontrado pela faxineira na manhã seguinte, que provavelmente terá visto a cena mais estranha de toda sua vida, e, sem entender exatamente por que alguém dormiria no tapete do banheiro, contará a história para filhos, netos, sobrinhos, primos, tios, e eu ficarei famoso por todas as gerações de descendentes desta família. como o mito do louco que dormia no tapete.
Bom, o fato é que nada disso vai acontecer, ao menos não a partir da parte onde eu dormiria no tapete. Já dormi no tapete, não do banheiro, mas da sala, ou melhor, acordei nele. Tenho certeza que deitei na minha cama, mas acordei na sala. Nunca entendi isso, e como deve fazer uns 7 ou 8 anos, é provável que nunca venha a entender...
E não tenho coragem de contar esta história a filhos, netos, sobrinhos, primos e tios, embora sem querer tenha acabado de contar ao mundo todo. Daqui uns dias alguém procurando por tapetes de banheiro no google irá parar aqui e minha pouca reputação terá ido parar embaixo do tapete.
Da sala ou do banheiro?
Não que eu goste do teclado, é que não me sinto a vontade de mandar para lugares indecorosos quem criou esta aberração, que finalmente o brasil todo adotou e eu, retrógrado, dinossauro ultrapassado, me recuso ainda a aceitar, resultando no fato de que só consigo digitar em velocidade full-mandioca em casa, no meu velho teclado americano pseudo-ergonômico.
O meu teclado está meio velhinho mesmo, talvez chegue a hora de fazer um upgrade nele. Afinal, eu já tenho feito tantos upgrades ultimamente que um a mais nem cansa...
Após um dia produtivo, estou cansado, e procurarei a cama. Terei que vencer uma maratona, andar cerca de uns 30 metros até ela, para só então lembrar que precisarei me deslocar mais uns três até onde deixei a escova de dentes e mais uns 15, ida e volta, até o banheiro, para tomar banho e fazer uso da escova citada anteriormente. Aí lembrarei que esqueci o fio dental, e em desespero, dormirei no tapete do banheiro, até ser encontrado pela faxineira na manhã seguinte, que provavelmente terá visto a cena mais estranha de toda sua vida, e, sem entender exatamente por que alguém dormiria no tapete do banheiro, contará a história para filhos, netos, sobrinhos, primos, tios, e eu ficarei famoso por todas as gerações de descendentes desta família. como o mito do louco que dormia no tapete.
Bom, o fato é que nada disso vai acontecer, ao menos não a partir da parte onde eu dormiria no tapete. Já dormi no tapete, não do banheiro, mas da sala, ou melhor, acordei nele. Tenho certeza que deitei na minha cama, mas acordei na sala. Nunca entendi isso, e como deve fazer uns 7 ou 8 anos, é provável que nunca venha a entender...
E não tenho coragem de contar esta história a filhos, netos, sobrinhos, primos e tios, embora sem querer tenha acabado de contar ao mundo todo. Daqui uns dias alguém procurando por tapetes de banheiro no google irá parar aqui e minha pouca reputação terá ido parar embaixo do tapete.
Da sala ou do banheiro?
Urbanidade
As vezes queria ter uma câmera digital, dessas boas, com qualidade de imagem para tirar fotos panorâmicas.
Assim poderia registrar, para meu próprio acervo de recordações e para quem mais quisesse ver, estas experiências incríveis que são as viagens.
Porque, mesmo em uma viagem a negócios, sobra um quê de atenção para as pequenas coisas, destas que apenas são o que são.
Por exemplo, a vista aqui de São Paulo é algo interessante.
Sempre me admirei com esta cidade, em vários aspectos, tanto negativos quanto positivos.
De onde estou, em toda volta há a urbanidade em sua expressão maior. Mesmo com árvores perdidas aqui e ali, a selva aqui é mesmo de pedra. Edificações industriais e comerciais antigas, que lembram filmes rodados em Nova York, estão a toda volta. Já as favelinhas escondidas dento das quadras, em regiões cujas ruas ostentam fachadas elegantes e em alguns casos luxosas, mostram que estou mesmo é no Brasil. E estas coisas escondidas só podem ser vistas de cima dos prédios: quem passa na rua não nota. Outra coisa incrível é o oposto: Há casas que só tem um pequeno portão de carro na rua, e uma fachada pequena, e são verdadeiros casões para o lado de dentro, com dois ou três andares (as vezes abaixo do nível da rua, com o terreno em declive), em algumas tem até piscina, mas olhando de fora, não dá para adivinhar.
O sol brilha forte mesmo através das nuvens, estas não de vapor d'agua, mas de fumaça. E em toda parte as vias movimentadas com um trânsito feroz, caótico e completamente mal planejado (para não dizer que não houve planejamento).
É incrível perceber quanta gente vive suas vidas neste cenário, e a maioria das que aqui conheci vieram de outro lugar, lutam e vivem aqui, frequëntemente por que escolheram.
Digam o que disserem, as pessoas aqui (exceto enquanto estão no trânsito) são muito gentis. É claro que aprendi há bastante tempo que a arte da boa educação não necessariamente reflete o interior de ninguém. Há muitos móveis corroídos pelos cupins, cuja saúde aparente que chega a enganar sustenta-se apenas pelo verniz que lhe dá o brilho de vida, disfarçando a morte interior que já se consumou.
Prova disso pode ser encontrada mais facilmente não aqui, na capital financeira, mas mais acima, em Brasília, capital política, onde estão os maiores ladrões que este país suporta e sustenta, sem que saibamos até quando.
Sinto falta, é verdade, do meu pequeno canto lá em casa, canto que não escolhi, mas que aprendi a gostar. De qualquer forma, as vezes percebo que parte de mim é caseira, parte adora a experiência de estar a centenas de quilômetros de casa. Eu diria que fico no meio-a-meio, 50% mesmo. E atualmente, ambos os lados são felizes, por que ambos podem realizar-se.
Eu, que cada dia conheço menos da vida, não por que vá emburrecendo (espero), mas por que cada dia descubro que há mais e mais coisas que ignoro, sinto-me relativamente em paz pelo rumo que o mundo caminha, como se, por trás de toda tragédia e problemática humana, existisse mesmo uma razão e uma solução a um problema maior.
Como se o que hoje chamamos caos fosse a pedra de toque que, lapidando, faz das pedras brutas que ainda as somos, talvez um dia, diamantes.
Assim poderia registrar, para meu próprio acervo de recordações e para quem mais quisesse ver, estas experiências incríveis que são as viagens.
Porque, mesmo em uma viagem a negócios, sobra um quê de atenção para as pequenas coisas, destas que apenas são o que são.
Por exemplo, a vista aqui de São Paulo é algo interessante.
Sempre me admirei com esta cidade, em vários aspectos, tanto negativos quanto positivos.
De onde estou, em toda volta há a urbanidade em sua expressão maior. Mesmo com árvores perdidas aqui e ali, a selva aqui é mesmo de pedra. Edificações industriais e comerciais antigas, que lembram filmes rodados em Nova York, estão a toda volta. Já as favelinhas escondidas dento das quadras, em regiões cujas ruas ostentam fachadas elegantes e em alguns casos luxosas, mostram que estou mesmo é no Brasil. E estas coisas escondidas só podem ser vistas de cima dos prédios: quem passa na rua não nota. Outra coisa incrível é o oposto: Há casas que só tem um pequeno portão de carro na rua, e uma fachada pequena, e são verdadeiros casões para o lado de dentro, com dois ou três andares (as vezes abaixo do nível da rua, com o terreno em declive), em algumas tem até piscina, mas olhando de fora, não dá para adivinhar.
O sol brilha forte mesmo através das nuvens, estas não de vapor d'agua, mas de fumaça. E em toda parte as vias movimentadas com um trânsito feroz, caótico e completamente mal planejado (para não dizer que não houve planejamento).
É incrível perceber quanta gente vive suas vidas neste cenário, e a maioria das que aqui conheci vieram de outro lugar, lutam e vivem aqui, frequëntemente por que escolheram.
Digam o que disserem, as pessoas aqui (exceto enquanto estão no trânsito) são muito gentis. É claro que aprendi há bastante tempo que a arte da boa educação não necessariamente reflete o interior de ninguém. Há muitos móveis corroídos pelos cupins, cuja saúde aparente que chega a enganar sustenta-se apenas pelo verniz que lhe dá o brilho de vida, disfarçando a morte interior que já se consumou.
Prova disso pode ser encontrada mais facilmente não aqui, na capital financeira, mas mais acima, em Brasília, capital política, onde estão os maiores ladrões que este país suporta e sustenta, sem que saibamos até quando.
Sinto falta, é verdade, do meu pequeno canto lá em casa, canto que não escolhi, mas que aprendi a gostar. De qualquer forma, as vezes percebo que parte de mim é caseira, parte adora a experiência de estar a centenas de quilômetros de casa. Eu diria que fico no meio-a-meio, 50% mesmo. E atualmente, ambos os lados são felizes, por que ambos podem realizar-se.
Eu, que cada dia conheço menos da vida, não por que vá emburrecendo (espero), mas por que cada dia descubro que há mais e mais coisas que ignoro, sinto-me relativamente em paz pelo rumo que o mundo caminha, como se, por trás de toda tragédia e problemática humana, existisse mesmo uma razão e uma solução a um problema maior.
Como se o que hoje chamamos caos fosse a pedra de toque que, lapidando, faz das pedras brutas que ainda as somos, talvez um dia, diamantes.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Anjos
Não sei exato o por que, mas pela primeira vez na vida tenho desejado fosse eu um anjo. Assim poderia guardar em paz aqueles que tanto amo.
Como não o sou, sigo com meus defeitos e meu egoísmo, minha insegurança e meu tosco coração, e uso toda a pouca força que tenho para pedir que aqueles, que no universo desempenham esta função com a dignidade e a sabedoria que nem sonho em ter, possam cuidar e proteger os que me são caros, de todos os perigos do mundo e até, se for necessário, de si mesmos, pois que somos, frequentemente, nós mesmos os nossos maiores inimigos.
E que o façam com a ternura e o cuidado que eu faria, se fosse eu quem não posso ser.
Como não o sou, sigo com meus defeitos e meu egoísmo, minha insegurança e meu tosco coração, e uso toda a pouca força que tenho para pedir que aqueles, que no universo desempenham esta função com a dignidade e a sabedoria que nem sonho em ter, possam cuidar e proteger os que me são caros, de todos os perigos do mundo e até, se for necessário, de si mesmos, pois que somos, frequentemente, nós mesmos os nossos maiores inimigos.
E que o façam com a ternura e o cuidado que eu faria, se fosse eu quem não posso ser.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Quando eu voltar?
Estou aqui em São Paulo, e apesar de cansado (foi um dia produtivo, porém exaustivo), resolvi escrever um pouquinho. É o vício...
Não sei exato sobre o que falar. Eu ando feliz por tudo andar mais ou menos encaminhado na minha vida. Mas ao mesmo, eu começo a pensar que tem tanta coisa por fazer...
Lá no fundo, e talvez nem tanto assim, eu sinto como se estivesse muito distante ainda de ser quem eu gostaria. Quando olho o que já passou, eu me alegro por que de alguma forma eu consegui atingir alguns objetivos importantes. Alguns deles são públicos e notórios, vocês já devem ter lido aqui. Outros são mais particulares, e dizem respeito desde a pequenos sonhos e bobagens até a coisas mais sérias, como iniciar na tarefa de definir e encontrar os objetivos de minha vida.
Eu sei o quanto é complicado não ter um objetivo. E me perdoem a linguagem, mas no fundo é um saco.
Ter um objetivo, ou melhor ainda, vários, na verdade simplifica as coisas, a medida em que se encontra as forças para deixar de ter aquele medo antecipado de se decepcionar por não conseguir atingir.
Uma coisa que eu percebi é que não temos controle sobre o tempo e sobre a vida. Esse negócio de "quero atingir objetivo X, mas ..." é também um saco. O problema está neste "mas". Por que quando queremos que seja do nosso jeito, na nossa hora, aí sim a decepção é quase garantida.
Ora, se a gente quer, se é realmente importante, vamos a luta. Sempre mantendo a cabeça aberta, reavaliando sempre se o que queremos vale a pena, se ainda combinada com nossos ideais, se não estamos sendo pretenciosos ou tímidos demais...
A verdade é que quase todos os objetivos são possíveis, exceto quando os imaginamos com uma determinada feição, por que aí eles se tornam particulares demais. Vou tentar exemplificar melhor.
Se um dos seus objetivos é ter um fusca transparente com motor de ford mustang, você tem um problemão. Se o seu objetivo é ter um fusca, e os detalhes não importam tanto, você tem uma alta chance de realizar.
E não estou implicando em sonhar baixo. Mas particularizar demais as coisas torna mais difícil conseguí-las.
As vezes faço isso, espero que as coisas sejam assim ou assado, e deixo de identificar oportunidades de fazê-las acontecer ainda hoje.
Seja como for, semana que vêm começa uma etapa nova na minha vida, e estou ansioso, confesso. Tem o começo das aulas, mas também vou trocar de turma nos cursos que eu fazia a noite, terei que passar para a tarde ou fim de semana. Pretendo aceitar também outras responsabilidades que confesso tenho medo de não estar preparado, embora eu saiba que através destas talvez possa encontrar finalmente uma forma de libertar-me de algumas sérias limitações que identifico em mim. Um dia escreverei sobre isto em detalhes, ainda não me vejo em condições de fazê-lo...
Não sei exato sobre o que falar. Eu ando feliz por tudo andar mais ou menos encaminhado na minha vida. Mas ao mesmo, eu começo a pensar que tem tanta coisa por fazer...
Lá no fundo, e talvez nem tanto assim, eu sinto como se estivesse muito distante ainda de ser quem eu gostaria. Quando olho o que já passou, eu me alegro por que de alguma forma eu consegui atingir alguns objetivos importantes. Alguns deles são públicos e notórios, vocês já devem ter lido aqui. Outros são mais particulares, e dizem respeito desde a pequenos sonhos e bobagens até a coisas mais sérias, como iniciar na tarefa de definir e encontrar os objetivos de minha vida.
Eu sei o quanto é complicado não ter um objetivo. E me perdoem a linguagem, mas no fundo é um saco.
Ter um objetivo, ou melhor ainda, vários, na verdade simplifica as coisas, a medida em que se encontra as forças para deixar de ter aquele medo antecipado de se decepcionar por não conseguir atingir.
Uma coisa que eu percebi é que não temos controle sobre o tempo e sobre a vida. Esse negócio de "quero atingir objetivo X, mas ..." é também um saco. O problema está neste "mas". Por que quando queremos que seja do nosso jeito, na nossa hora, aí sim a decepção é quase garantida.
Ora, se a gente quer, se é realmente importante, vamos a luta. Sempre mantendo a cabeça aberta, reavaliando sempre se o que queremos vale a pena, se ainda combinada com nossos ideais, se não estamos sendo pretenciosos ou tímidos demais...
A verdade é que quase todos os objetivos são possíveis, exceto quando os imaginamos com uma determinada feição, por que aí eles se tornam particulares demais. Vou tentar exemplificar melhor.
Se um dos seus objetivos é ter um fusca transparente com motor de ford mustang, você tem um problemão. Se o seu objetivo é ter um fusca, e os detalhes não importam tanto, você tem uma alta chance de realizar.
E não estou implicando em sonhar baixo. Mas particularizar demais as coisas torna mais difícil conseguí-las.
As vezes faço isso, espero que as coisas sejam assim ou assado, e deixo de identificar oportunidades de fazê-las acontecer ainda hoje.
Seja como for, semana que vêm começa uma etapa nova na minha vida, e estou ansioso, confesso. Tem o começo das aulas, mas também vou trocar de turma nos cursos que eu fazia a noite, terei que passar para a tarde ou fim de semana. Pretendo aceitar também outras responsabilidades que confesso tenho medo de não estar preparado, embora eu saiba que através destas talvez possa encontrar finalmente uma forma de libertar-me de algumas sérias limitações que identifico em mim. Um dia escreverei sobre isto em detalhes, ainda não me vejo em condições de fazê-lo...
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
Comfortably numb
"Hello. Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home?
Come on, now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
And get you on your feet again
Relax ...
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts?
There's no pain
You are receding
A distant ship smoke on the horizon
You're only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child, I had a fever
My hands felt just like two baloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb
(2x)
I have become comfortably numb
Ok.
Just a little pinprick
There'll be no more: Ahhhhhhhhh
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do believe it's working
Good...
That'll keep you going through the show
Come on, it's time to go
There's no pain
You are receding
A distant ship smoke on the horizon
You're only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child, I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown, the dream is gone
I have become comfortably numb"
Não sei exato por que gosto tanto desta música. Em parte é o solo de guitarra, em parte não.
Um dia eu descubro.
É isso. semana corrida. Cansado. A cama me espera. Amanhã é um novo dia.
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home?
Come on, now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
And get you on your feet again
Relax ...
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts?
There's no pain
You are receding
A distant ship smoke on the horizon
You're only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child, I had a fever
My hands felt just like two baloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb
(2x)
I have become comfortably numb
Ok.
Just a little pinprick
There'll be no more: Ahhhhhhhhh
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do believe it's working
Good...
That'll keep you going through the show
Come on, it's time to go
There's no pain
You are receding
A distant ship smoke on the horizon
You're only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child, I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown, the dream is gone
I have become comfortably numb"
Não sei exato por que gosto tanto desta música. Em parte é o solo de guitarra, em parte não.
Um dia eu descubro.
É isso. semana corrida. Cansado. A cama me espera. Amanhã é um novo dia.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Por enquanto
Há tantas palavras aqui e agora, uma pena que não consigo organizá-las... Mas estou acostumando, já não me incomoda tanto.
Afinal, tem coisas que escrevi aqui que levei meses para conseguir, e ainda de um tosco modo, acho que consegui expressar algumas coisas que me eram difíceis, mas que considerava importante fossem ditas.
Assim, vamos levando, e aos poucos, as idéias vão se ordenando em torno de palavras e se torna possível continuar escrevendo...
Gostei do texto que escrevi no outro blog. Foi meio na louca, mas ficou bem o que eu imaginava... raramente consigo isso, as coisas costumam tomar um rumo diferente durante a escrita.
Por enquanto, é só... :-)
Afinal, tem coisas que escrevi aqui que levei meses para conseguir, e ainda de um tosco modo, acho que consegui expressar algumas coisas que me eram difíceis, mas que considerava importante fossem ditas.
Assim, vamos levando, e aos poucos, as idéias vão se ordenando em torno de palavras e se torna possível continuar escrevendo...
Gostei do texto que escrevi no outro blog. Foi meio na louca, mas ficou bem o que eu imaginava... raramente consigo isso, as coisas costumam tomar um rumo diferente durante a escrita.
Por enquanto, é só... :-)
Canção da vida
Dizia assim verdade verdadeira não leva
Ao tempo e a miséria e a discografia de quem nunca cantou
A canção do tempo da vitória
Conquista o universo
O universo é minha vida
Tua vida é vitória
Verdade verdadeira chega assim
De mansinho ou com ímpeto incomum
Nestes dias de luta e amizade
Sou teu caro companheiro
Na estrada de dia
Na noite do desfiladeiro
Sou errante, caixeiro viajante
Sou cigano
Sou de casa, de ficar contigo domingo
O dia inteiro
Sou a vida que vem
Sou a paz que se vai
Sou a casa em chamas
Sou a paz que volta a viver
Vem olha lá
Tanto tempo já se foi
Tanta vida já viveu
Vem olha lá
Eles tentam
Eles correm
Vivem atrás
Vivem sem saber
Vem olha lá
Sou o que vem
Sou o que vai
Aqui estou
Aqui eu sou
Meu amor...
A vida vem e vai
Corrida...
Corrida como esta letra
Assim sem saber
Se vim de cá ou vou pra lá
É assim
Como a vida
Que se vive
De viver
Em paz
(Espero que dê pra musicar isso... a letra saiu em 30 segundos :P)
Ao tempo e a miséria e a discografia de quem nunca cantou
A canção do tempo da vitória
Conquista o universo
O universo é minha vida
Tua vida é vitória
Verdade verdadeira chega assim
De mansinho ou com ímpeto incomum
Nestes dias de luta e amizade
Sou teu caro companheiro
Na estrada de dia
Na noite do desfiladeiro
Sou errante, caixeiro viajante
Sou cigano
Sou de casa, de ficar contigo domingo
O dia inteiro
Sou a vida que vem
Sou a paz que se vai
Sou a casa em chamas
Sou a paz que volta a viver
Vem olha lá
Tanto tempo já se foi
Tanta vida já viveu
Vem olha lá
Eles tentam
Eles correm
Vivem atrás
Vivem sem saber
Vem olha lá
Sou o que vem
Sou o que vai
Aqui estou
Aqui eu sou
Meu amor...
A vida vem e vai
Corrida...
Corrida como esta letra
Assim sem saber
Se vim de cá ou vou pra lá
É assim
Como a vida
Que se vive
De viver
Em paz
(Espero que dê pra musicar isso... a letra saiu em 30 segundos :P)
sábado, fevereiro 12, 2005
Pra frente
A princípio, pensei em escrever sobre algo engraçado. Pensei em bochechas avermelhadas, de alguém que nos é especial, quando fica com vergonha. É algo ao mesmo tempo lindo, intrigante e ... engraçado. Mas acho que ninguém entenderia exatamente do jeito que eu entendo, e aí talvez não fosse assim, engraçado.
Pensei em escrever sobre o George Bush, fazer alguma piada depreciativa. Mas não tem nada de engraçado nele. Se caisse uma bigorna de aço na cabeça dele, talvez o mundo se tornasse um lugar melhor, talvez não, mas de qualquer forma eu não veria graça nisso, seria uma cena de mau gosto.
Então desisti de escrever sobre algo engraçado. Resolvi escrever sobre coisas sérias. Sobre algo que me intriga. A discrepância entre como vejo o mundo e o mundo me vê.
Eu as vezes acho que sou de aço inox, de titânio, enfim, de qualquer coisa invulnerável. É claro que estou enganado quando penso assim.
O mundo as vezes acha que sou de vidro, de cristal, de papel. As pessoas tentam me poupar das menores coisas, como se eu não tivesse estrutura para tolerar a verdade. Eu tenho lá minhas fraquezas com relação a mentira, odeio descobrir por meus próprios meios que mentem pra mim. Mas a verdade, por pior que seja, é a realidade, a gente tem que viver com ela e seguir em frente, não há segunda opção. Então é igualmente óbvio que, do meu ponto de vista, as pessoas se enganam ao tentar me preservar.
Eu me considero bastante independente do ponto de vista de tomar decisões. Não gosto nem um pouco que tomem decisões por mim. Quando decidem me preservar, estão escolhendo o que eu posso ou não posso suportar, e limitando minhas opções de escolha. Oras, ainda que eu não pudesse fazer a escolha certa, ela seria minha escolha, e quero ser responsável por ela. Então, por favor, se algum dia a bomba endereçada a minha pessoa cair na mão de vocês, não sentem em cima e deixem explodir. Simplesmente me passem.
Tem uma diferença muito grande entre tentar ter um bom coração e ser "bonzinho". Este último tenta agradar a todo mundo, ainda que para isto ele fique em cima do muro ou se abstenha de fazer a coisa certa. Não quero ter nada a ver com esta postura, então não me confundam como tal.
Eu prefiro estar errado por conta própria do que certo na imaginação dos demais. Então, por favor, não me guardem numa redoma. Eu sou gente. E tento ser gente boa, na medida de minhas possibilidades. Nem sempre é possível, ainda.
Mas a gente segue em frente. É para onde se vai, quando se quer chegar a algum lugar. Quando não se quer, qualquer recanto nas laterais da estrada serve. Mas neste caso, onde se está nunca está bom; E a vida continua uma busca incessante por coisa nenhuma, por momentos que não se perpetuam e por lembranças que perdem seu valor. O tempo passa e não espera, enquanto vendemos por trocados tudo aquilo que não tem preço.
Pensei em escrever sobre o George Bush, fazer alguma piada depreciativa. Mas não tem nada de engraçado nele. Se caisse uma bigorna de aço na cabeça dele, talvez o mundo se tornasse um lugar melhor, talvez não, mas de qualquer forma eu não veria graça nisso, seria uma cena de mau gosto.
Então desisti de escrever sobre algo engraçado. Resolvi escrever sobre coisas sérias. Sobre algo que me intriga. A discrepância entre como vejo o mundo e o mundo me vê.
Eu as vezes acho que sou de aço inox, de titânio, enfim, de qualquer coisa invulnerável. É claro que estou enganado quando penso assim.
O mundo as vezes acha que sou de vidro, de cristal, de papel. As pessoas tentam me poupar das menores coisas, como se eu não tivesse estrutura para tolerar a verdade. Eu tenho lá minhas fraquezas com relação a mentira, odeio descobrir por meus próprios meios que mentem pra mim. Mas a verdade, por pior que seja, é a realidade, a gente tem que viver com ela e seguir em frente, não há segunda opção. Então é igualmente óbvio que, do meu ponto de vista, as pessoas se enganam ao tentar me preservar.
Eu me considero bastante independente do ponto de vista de tomar decisões. Não gosto nem um pouco que tomem decisões por mim. Quando decidem me preservar, estão escolhendo o que eu posso ou não posso suportar, e limitando minhas opções de escolha. Oras, ainda que eu não pudesse fazer a escolha certa, ela seria minha escolha, e quero ser responsável por ela. Então, por favor, se algum dia a bomba endereçada a minha pessoa cair na mão de vocês, não sentem em cima e deixem explodir. Simplesmente me passem.
Tem uma diferença muito grande entre tentar ter um bom coração e ser "bonzinho". Este último tenta agradar a todo mundo, ainda que para isto ele fique em cima do muro ou se abstenha de fazer a coisa certa. Não quero ter nada a ver com esta postura, então não me confundam como tal.
Eu prefiro estar errado por conta própria do que certo na imaginação dos demais. Então, por favor, não me guardem numa redoma. Eu sou gente. E tento ser gente boa, na medida de minhas possibilidades. Nem sempre é possível, ainda.
Mas a gente segue em frente. É para onde se vai, quando se quer chegar a algum lugar. Quando não se quer, qualquer recanto nas laterais da estrada serve. Mas neste caso, onde se está nunca está bom; E a vida continua uma busca incessante por coisa nenhuma, por momentos que não se perpetuam e por lembranças que perdem seu valor. O tempo passa e não espera, enquanto vendemos por trocados tudo aquilo que não tem preço.
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